Governista e opositor discordaram de números sobre desenvolvimento do Ceará. Foto: ALECE

Celebrando duas décadas do projeto político em curso no Ceará desde 2006, o deputado Acrísio Sena (PT) destacou os avanços sociais e econômicos do Estado nos últimos vinte anos. No entanto, afirmou que no período também houve aumento dos chamados “bolsões de pobreza” em Fortaleza. O opositor Cláudio Pinho (PDT), porém, contestou os dados, afirmando que números mostram a permanência da miséria entre os cearenses.

Segundo Acrísio Sena, o projeto político iniciado por Cid Gomes (PSB), eleito em 2006, foi continuado por Camilo Santana (PT) em duas gestão, Izolda Cela, e agora com Elmano de Freitas (PT). “Começamos a colher esses frutos na última década. Os investimentos feitos no período de 2014 e 2024 e a gente começa a fazer a colheita desses frutos”.

O petista apontou que somente nesta década o Ceará começou a ser referência no Nordeste. “O Estado do Ceará é o que tem o menor índice de extrema pobreza da série histórica na última década. O Estado tem a geração de emprego, sendo líder em taxa de ocupação. Tem trabalhado numa perspectiva desenvolvimentista, tendo na zona portuária de exportação, no Complexo do Pecém com intercâmbio com Roterdão, na Holanda”.

Ele destacou, também, que há cerca de uma década o Ceará é referência da Educação do Brasil. Segundo ele, até o próximo ano a primeira etapa do ITA Ceará será concluída, além da universalização do ensino médio em tempo integral.

Em contrapartida, ele afirmou que no período, a região que mais teve crescimento de bolsões de miséria, além do aumento no número de super ricos, foi em Fortaleza e Região Metropolitana. “É muito interessante o ex-prefeito de um grupo econômico, que governou a Capital do Ceará, fazer críticas quando temos na década em que esse grupo governou Fortaleza essa situação”

Segundo ele, enquanto foi anunciado pelo ex-prefeito Roberto Cláudio, em 2012, que ele derrubaria o “muro da desigualdade”. “o muro virou um edifício de 200 andares e só não aprofundou o problema da desigualdade porque teve a mão amiga dos governos do Partido dos Trabalhadores nos projetos estruturantes da nossa Capital”. De acordo com  Acrísio Sena, na última década, as gestões de Camilo Santana e Cid Gomes investiram quase R$ 800 milhões em projetos estruturantes na Capital cearense.

Ele destacou, também, a descentralização da saúde de Fortaleza, o que foi iniciado na gestão Cid Gome, com o objetivo de reduzir as filas e atendimentos em hospitais da Capital cearense. Além da descentralização, ele citou o avanço nas políticas de gestão pública dos consórcios.

Dados

Em resposta a Acrísio, o pedetista Cláudio Pinho contestou os números apresentados, afirmando que atualmente o Ceará tem mais pessoas no Bolsa Família do que com carteira assinada. Ele apresentou dados da Fundação Getúlio Vargas, mostrando que o Ceará é o penúltimo em relação à pobreza.

“Quase que não conseguiu acabar com a pobreza. Não sei onde estão tirando esses dados. Na evolução da renda familiar,o Ceará cresceu apenas 6,9%. Distribuindo quentinha e que vamos melhorar a vida das pessoas? Tem algo extremamente errado. A quentinha resolve o problema momentâneo. A política pública tem que ir mais além”, defendeu.