Pai de autista, o vereador Bruno Mesquita tem levantado a bandeira em busca de mais direitos para pessoas com autismo e seus familiares. Foto: CMFor

No Dia da Conscientização do Autismo, vereadores de Fortaleza foram à tribuna do Plenário Fausto Arruda para celebrar avanços e apontar desafios e demandas da sociedade para garantir direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ainda na sessão ordinária, o presidente da Casa, Léo Couto (PSB), garantiu a instalação do Espaço Evoluir, que visa atingir esse público.

Líder do Governo, o vereador Bruno Mesquita (PSD) afirmou que a sua experiência como pai de autista, assim como outros parlamentares que têm filhos no espectro, tem contribuído para fortalece a militância pela causa. “Um dia vitorioso, que mostramos que ser pai, mãe ou familiar de autista é uma grande honra. O maior problema do autismo é o preconceito. É o que faz as famílias sofrerem. E quando nós falamos de autismo aqui já é um grande ganho”, pontuou.

De acordo com ele, é preciso realizar um censo com apoio da rede de ensino e saúde para entender a situação de cada família, além de implantar o chamado Espaço Girassol nas 12 regionais de Fortaleza. “Queremos ser referência para todo o País”, defendeu. Ele também destacou a importância de se dedicar mais aos adultos que também estão listados no espectro autista.

“Eu não trabalho essa bandeira, eu vivo ela dentro da minha casa”, afirmou o vereador Professor Enilson (Cidadania). Em sua avaliação, é preciso ter um acompanhamento adequado para o desenvolvimento da pessoa autista. O parlamentar também se posicionou sobre o quantitativo de crianças diagnosticadas com TEA na Regional 5, e que o projeto Espaço Girassol vem para garantir atendimento especializado para esse público.

A vereadora Carla Ibiapina (DC), que é fonoaudióloga, afirmou já ter atendido várias famílias com autismo nos últimos 10 anos. “Este é um dia que paramos para entender o que é incluir. Cada um tem a sua responsabilidade social, conheço como é o dia a dia dessas pessoas”. Ela defendeu propostas de sua autoria, uma delas, o consultório móvel.

Marcos Paulo (Progressistas) relembrou a sua trajetória como conselheiro tutelar, salientando a dificuldade das famílias no acesso ao diagnóstico, que em sua opinião é o primeiro passo para o acesso a diversos direitos.Professor Aguiar Toba (PRD) destacou a importância de políticas públicas para crianças e adultos na sua integralidade, atendendo as famílias.

Assistentes

“Nós temos que ter essa compreensão que a criança vai crescer. E quero aqui parabenizar essa Casa pela iniciativa”, defendeu. Dr. Vicente (PT), por sua vez, destacou as dificuldades que as famílias de autistas enfrentam no seu dia a dia. Ele elencou alguns desafios que o poder público deveria estar mais atento, como profissionais para acompanhar as pessoas com deficiência nas salas de aula e no acesso aos serviços de saúde.

A falta de profissionais assistentes nas escolas públicas de Fortaleza tem sido motivo de constantes reclamações de professores da rede de ensino,que muitas das vezes, têm que enfrentar uma sala de aula com até quatro alunos com TEA, sem qualquer estrutura, o que dificulta o aprendizado de todos, na opinião deles.Pouco tem-se avançado nesse sentido.