O deputado Júnior Mano não era e nem foi investigado, no inquérito da compra de votos. As suas ações consideradas criminosas foram descobertas quando os investigadores alcançaram o prefeito eleito de Choró, Bebeto Queiroz, o principal operador do deputado Júnior Mano. Bebeto, até hoje está foragido, para se esconder da Polícia Federal que tem um mandado de prisão preventiva contra ele, decretado pela Justiça Eleitoral, exatamente pela comprovação de sua ação criminosa.
Como um deputado federal só pode ser processado e julgado no Supremo Tribunal Federal, os investigadores da PF, ao descobrirem ações tidas como criminosas do deputado Júnior Mano, imediatamente comunicaram o fato ao Tribunal Regional Eleitoral (TER), e este, de pronto, encaminhou para o STF tudo o que foi descoberto pelos policiais federais. O ministro Gilmar Mendes é o relator desse caso envolvendo o deputado Júnior Mano.
Assim, como sabem todos os que acompanham o caso, o inquérito da apuração da compra de votos, aberto por conta de denúncias da ex-prefeita de Canindé, Rosário Ximenes, não faz referências ao deputado federal. E não poderia ser diferente. O senador na defesa do seu correligionário investigado, critica e tenta menosprezar a denunciante, que veio às redes sociais para condenar a fala do senador, dizendo: “Muito me espanta o senador Cid Gomes colocar em cheque sua trajetória defendo um grupo criminoso, mas talvez seja pela falta de costume em ver uma mulher enfrentar sozinha uma rede de corrupção eleitoral”.
Antes de fazer a defesa que fez de Júnior Mano, o senador Cid Gomes, para manter brilhosa a sua biografia, deveria era defender o afastamento do seu amigo dos quadros de filiados do PSB, umas das agremiações partidárias nacionais, merecedora do respeito dos brasileiros.
. Muito me espanta o senador Cid Gomes colocar em cheque sua trajetória defendo um grupo criminoso, mas talvez seja pela falta de costume em ver uma mulher enfrentar sozinha uma rede de corrupção eleitoral.
Rozário Ximenes
Ex-prefeita de Canindé
