
A audiência contou com a presença do vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, Idilvan Alencar. Foto: CMFor
Em audiência pública realizada na Câmara Municipal de Fortaleza, na manhã desta segunda-feira (09), parlamentares e sociedade civil chegaram a conclusão de que o ideal não seria a proibição total do uso de aparelhos celulares em sala de aula, mas sua restrição, podendo ser utilizado apenas para fins pedagógicos. Em nível nacional, o ministro da Educação defende que o equipamento de comunicação seja proibido nas escolas.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, já sancionou Lei que proíbe o uso de celulares em salas de aulas da rede pública do Estado. Já no Ceará, uma experiência está sendo colocada em prática no Município de Sobral, na Região Norte. A proposta foi aprovada pela Câmara do Município e sancionada pelo prefeito Ivo Gomes.
De acordo com a vereadora Adriana Almeida (PT), o aparelho celular é algo indispensável na vida de todo mundo e pode ser um recurso pedagógico. “Mas ele não pode é ser utilizado indiscriminadamente durante a aula, por exemplo, e que atrapalha a aprendizagem, e atrapalha, inclusive, as relações sociais entre os alunos na hora do intervalo”, defendeu.
O vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, o deputado federal Idilvan Alencar (PDT) também esteve na reunião, e segundo ele, pesquisas mostram que o uso do celular em sala de aula atrapalha a aprendizagem. “Nós também temos informações precisas de que a enorme maioria dos professores também são contra o uso do celular dentro da sala de aula, mas é bom ouvir estudantes. Esse momento é muito importante porque nós que estamos no parlamento precisamos saber o que as pessoas estão querendo”.
Segundo o Relatório Global de Monitoramento da Educação de 2023, realizado pela Unesco, o uso de celulares em sala de aula pode prejudicar a memória e a compreensão dos conteúdos, além de distrair os alunos e levá-los a se envolver em atividades não relacionadas ao ambiente escolar. O relatório ainda destaca que, após o uso do celular, os estudantes podem demorar até 20 minutos para retomar a concentração nas aulas.