As sessões na Assembleia estão sendo realizadas de forma improvisada no auditório da Unipace. Foto: ALCE

Em sessão ordinária improvisada no auditório da Universidade do Parlamento Cearense (Unipace), deputados lembraram o incêndio que atingiu o Plenário 13 de Maio, há quase duas semanas. Os parlamentares lembraram de colaboradores que ficaram feridos por conta do sinistro, destacaram o trabalho do Corpo de Bombeiros e lamentaram a falta de reparos na Casa.

Para Cláudio Pinho (PDT), outros episódios que ocorrem no Plenário demonstravam que algo de pior estava por vir, e veio. Ele lembrou de um momento em que estava conversando com o deputado Antônio Henrique (PDT) e um princípio de incêndio foi verificado na bancada deles. “Ali já era o aviso de que havia necessidade de reparros para evitar um mal pior. O que nos parece é que não tocou sirene, não tocou alarme, não tinham hidrantes para debelar o fogo”, disse.

O deputado Sérgio Aguiar (PDT) lamentou o que ocorreu no “sagrado plenário” da Casa e lembrou que naquele local seu avô, o então deputado Murilo Aguiar, morreu em 1985,  e anos depois, seu pai, Francisco Aguiar, foi eleito presidente da Assembleia, e em seguida, ele, em 2016, tentou a presidência sem sucesso.

“Aquele plenário tem simbologia grande para o Estado do Ceará. Lamento por demais o que aconteceu. Naquele dia faltou número de deputados para termos sessão. Imagine se estivéssemos no plenário. A tragédia teria sido bem maior”, lembrou Aguiar.

Sargento Reginauro (União)  comemorou a alta hospitalar da colaboradora que havia inalado fumaça. “Enquanto todos evacuavam o prédio, nossos irmãos bombeiros corriam na direção contrária da multidão, em direção à fumaça. Quando chegou a notícia de que ainda havia uma pessoa lá dentro e a visibilidade era praticamente nenhuma devido à quantidade de fumaça nos corredores, nossos irmãos só descansaram quando localizaram a trabalhadora”, relatou.

Ainda segundo o deputado, a tragédia poderia ter sido muito maior se não tivesse uma equipe de bombeiros na Casa. “Por isso aproveito esta data para homenagear em especial nossos guerreiros da Companhia de Bombeiros aqui da Assembleia Legislativa”, frisou.

Aposentadoria

Salientando os desafios enfrentados diariamente pelos homens e mulheres do Corpo de Bombeiros do Ceará, o deputado também reivindicou o aumento do efetivo, a realização de concurso público e a aquisição de mais viaturas para atender à corporação.

“Precisamos de um efetivo que atenda às necessidades do nosso Estado que tem hoje quase nove milhões de habitantes. Atualmente, não chegamos a 1.700 homens”,  disse ele, lembrando que o efetivo da Guarda Municipal de Fortaleza é de aproximadamente 3 mil homens. Ainda conforme lembrou, caso o governador Elmano assine a aposentadoria dos quadros do Corpo de Bombeiros, o número de agentes seria reduzido para 1.500.