Desde abril, várias categorias ligadas ao ensino federal entraram em greve. Em algumas instituições, tanto professores quanto técnicos-administrativos aderiram aos movimentos. Em outros casos, apenas os professores ou somente os técnicos estão paralisados.
O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) aponta uma defasagem salarial de 22,71% para os professores, acumulada desde 2016.
Ainda neta segunda-feira, o presidente da República destacou os esforços da ministra da Gestão, Esther Dweck, nas negociações com os grevistas. Para o presidente, Esther ofereceu às categorias “um montante de recursos não recusável“. O presidente ainda reforçou que, mesmo anunciando investimentos às universidades e conversando com reitores, a greve dos docentes faz com que os estudantes e “os alunos ainda estão à espera de voltar à sala de aula”.
Lula, que iniciou sua carreira política como líder sindical em São Paulo, já declarou que ninguém será punido em razão da paralisação. No entanto, em pronunciamento no Palácio do Planalto, Lula afirmou que “a greve tem um tempo para começar e um tempo para terminar”.
“A única coisa que não se pode permitir é que uma greve termine por inanição. Se ela terminar, as pessoas ficam desmoralizadas. O dirigente sindical tem que ter coragem de propor, negociar e tomar decisões, mesmo que muitas vezes não sejam o tudo ou nada que ele apregoou”, concluiu Lula.
Da Redação