
André Fernandes, Capitão Wagner, Evandro Leitão e Sarto estão entre as principais pretensas candidaturas do pleito deste ano em Fortaleza. Foto: Divulgação
Ao que vem sendo indicado pelo prefeito Sarto e pelo presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado Evandro Leitão, a crise envolvendo PT e PDT desde o pleito de 2022 sguirá dando o tom da disputa eleitoral deste ano em Fortaleza. Em busca de reeleição, o chefe do Poder Executivo Municipal e o chefe do Legislativo Estadual continuarão polarizando o debate local, não dando espaço para ingresso dos outros pretensos postulantes nesssa discussão.
No fim de semana, mais uma vez, Sarto e Evandro Leitão trocaram farpas devido a políticas implementadas no Estado e na Capital cearense, que tiveram relação direta com os dois. Evandro iniciou a rodada de críticas, apontando Sarto como culpado pelo aumento do preço das passagens de ônibus, “fez empréstimo milionário endividando a Prefeitura prometendo solução” e o resultado seria a redução de mais da metade da frota do transporte público na cidade.
O petista também apontou que Sarto foi o responsável por implantar a taxa do lixo em Fortaleza, afirmando, ainda, que caso seja eleito prefeito do Município atuará para cancelar a cobrança. O prefeito rebateu, acusando o presidente da Assembleia de ser o “principal responsável” pelo aumento do ICMS, “que encareceu combustíveis e alimentos nos supermercados”.
“Foi exatamente esse Leitão, esse hipócrita, que agora está prometendo acabar com a taxa do lixo. Nossa gente é sábia e está atenta. Não cai assim em conto do vigário”, atacou. Sarto ainda se defendeu, afirmando que a taxa do lixo não é uma invenção sua, mas foi criada por uma lei aprovada no Congresso Nacional. “Nós fomos obrigados a cumprir. Mas, em Fortaleza, tivemos o cuidado de isentar 70% da população, preservamos exatamente as famílias mais carentes”, justificou.
Evandro retrucou: “Sarto volta a me atacar simplesmente porque critiquei a taxa do lixo, que ele criou, mentindo para a população dizendo ter sido obrigado a fazer. Ele se irrita porque sabe que isso não é verdade. E também não aceita eu ter me comprometido a acabar com essa taxa, que não melhorou em nada a limpeza da cidade”, disse. “Não entrarei na sua baixaria te chamando de hipócrita, como você fez. Deixa a própria população, penalizada com a sua taxa, fazer isso”, concluiu.
Gestões
Enquanto Sarto e Evandro vão aumentando o tom das críticas entre si, forçando uma polarização entre as máquinas do Governo do Estado e da Prefeitura de Fortaleza, os demais postulantes, Capitão Wagner (UB), André Fernandes (PL) e Eduardo Girão (NOVO) terão como meta apontar as falhas das duas gestões, destacar que o prefeito e o deputado estavam até pouco tempo do mesmo lado e tentar capitalizar com isso.
Na semana passada, tanto Wagner quanto André Fernandes focaram suas críticas ao Partidos dos Trabalhadores, principalmente, relatando o assassinato de políticos no Crato e em Icó, que faziam oposição a gestões petistas. Os dois chegaram a insinuar que os crimes tiveram alguma motivação política.