O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general da reserva Gonçalves Dias, pediu demissão do cargo ontem (19). Foto: Reprodução/ José Cruz/Agência Brasil

No fim da tarde da última quarta-feira (19), o Governo Federal por meio de nota à imprensa disse que a violência terrorista que se instalou no dia 8 de janeiro contra os Três Poderes da República alcançou um governo recém-empossado, portanto, com muitas equipes ainda remanescentes da gestão anterior, inclusive no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que foram afastados nos dias subsequentes ao episódio.

As imagens do dia 8 de janeiro estão em poder da Polícia Federal (PF), que tem desde então investigado e realizado prisões de acordo com ordens judiciais.

No dia 17 de fevereiro, a PF pediu autorização para investigar militares e, a partir do dia 27 de fevereiro, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), tem realizado tais investigações, inclusive com a realização de prisões.

Dessa forma, todos os militares envolvidos no dia 8 de janeiro já estão sendo identificados e investigados no âmbito do referido inquérito. Já foram ouvidos 81 militares, inclusive do GSI.

O Governo tem tomado todas as medidas que lhe cabem na investigação do episódio.

E reafirma que todos os envolvidos em atos criminosos no dia 8 de janeiro, civis ou militares, estão sendo identificados pela Polícia Federal e apresentados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. A orientação do governo permanece a mesma: não haverá impunidade para os envolvidos nos atos criminosos de 8 de janeiro.

Vale ressaltar que também em nota, o Gabinete de Segurança Institucional informou que Gonçalves Dias não poderia comparecer à uma audiência na Câmara dos Deputados, ontem (19), por problemas de saúde.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal