A vereadora Adriana Almeida elencou uma série de sugestões feitas por professores de Fortaleza para melhorar a segurança nas escolas. Foto: CMFor

As ameaças contra escolas e recentes ataques a crianças nortearam boa parte dos discursos de vereadores na Câmara de Fortaleza, na manhã desta quarta-feira (19). Os parlamentares pediram maior empenho por parte dos entes públicos para tentar evitar que mais agressões contra estudantes ocorram, visto que já houve caso no Ceará.

Nos últimos dias, aumentou o número de ameaças em redes sociais, apontando o dia 20 de abril como data para a realização de possíveis ataques. A vereadora Adriana Almeida (PT) lembrou que o Governo Lula lançou pacote de medidas e ações com investimentos da ordem de R$ 3 bilhões, visando a segurança nas escolas. Ela destacou, ainda, que professores do Ceará se reuniram em assembleia e aprovaram várias ações voltadas para as escolas públicas.

Dentre as ações propostas pelo Sindiute, foi proposto uma campanha nacional pelo desarmamento, mais livros e menos armas, um canal para tratar de riscos e ameaças à segurança, obrigatoriedade de porteiros, não à vistoria, ronda pela PM e monitoramento nas redes sociais, bem como campanha institucional da Prefeitura contra o bullying e diagnóstico e apoio psicológico para as crianças.

O vereador Pedro Matos (PL), por outro lado, criticou falas do presidente Lula, em que o chefe do Executivo Federal teria culpado os jogos eletrônicos como parte envolvida no aumento da violência nas escolas. “É uma afirmação totalmente absurda, porque a gente vê nas nossas comunidades que os jogos têm trazido oportunidades para nossos jovens. A violência urbana não está associada aos games”, apontou.

Polêmico

Ronaldo Martins (Repu) se disse preocupado com as constantes ameaças contra as escolas, que aumentaram nos últimos dias. Segundo ele, “é inaceitável que nossos alunos e professores se sintam inseguros num lugar que deveria ser de respeito e cidadania”. Ele defendeu que vigilantes nas escolas passem a usar armas, como no passado. O vice-líder do Governo, Didi Mangueira (PDT), disse que essa era uma medida complicada de ser atendida, visto que em sua avaliação esses profissionais passariam a ser alvos de criminosos.

A vereadora Adriana Nossa Cara (PSOL) disse que o tema é polêmico, mas precisa ser debativo, visto que trata-se da proteção de crianças e adolescentes que devem ser protegidos pelo Estado. Ela se disse contrária à proposta que versa sobre a instalação de catracas nas escolas públicas, uma vez que acredita que isso iria tornar as instituições de ensino menos acolhedoras.