
A secretária esteve na Assembleia para acompanhar votação de projeto de interesse da pasta. Foto: ALCE
A secretária de Saúde do Estado, Tânia Coelho, apontou o fechamento da emergência de hospitais públicos de Fortaleza como o responsável pela superlotação em unidades hospitalares do setor terciário, mantidas pelo Governo Estadual. Segundo ela, soma-se a isso o fato de haver um déficit de profissionais da área na Capital cearense para atendimento das pessoas.
Nos últimos dias, parlamentares têm apontado a situação de superlotação e fechamento de emergências em hospitais mantidos pelo Executivo Estadual, bem como pelo Municipal. Enquanto vereadores criticam a falta de repasse de recursos por parte do Governo do Estado, deputados reverberam o que foi dito pela secretária e reclamam do fechamento de unidades pela Prefeitura de Fortaleza.
“A gente precisa reorganizar a rede. E quando se fala em reorganização de rede, você não pode fechar um serviço sem ter como encaminhar o paciente. Tivemos quatro emergências fechadas nos hospitais públicos de Fortaleza e isso tem sobrecarregado os nossos hospitais, que são terciários, especializados em maior complexidade”, disse a gestora da Saúde no Estado.
Atendimento
Ela citou o caso que tem chamado mais atenção, que é do Hospital Infantil Albert Sabin, mantido pelo Governo do Estado. Segundo ressaltou, o equipamento está sobrecarregado e isso tem ocorrido por conta de que os hospitais de Fortaleza estão com déficit de profissionais para atendimento. “Então, muitas dessas crianças que vão para o Sabin, poderiam estar em postos de saúde, nas unidades de pronto atendimento ou nos hospitais secundários”, disse.
Ainda de acordo com a gestora, há um constante diálogo com todos os secretários de saúde dos municípios cearenses, principalmente o de Fortaleza, onde foi avisado sobre o fechamento dos equipamentos públicos. “O diálogo ocorre, mas como os hospitais estão fechados, acaba superlotando as outras unidades”.