Às vésperas do centenário, PCdoB encontra dificuldade para manter representantes no Legislativo - Blog Edison Silva

Às vésperas do centenário, PCdoB encontra dificuldade para manter representantes no Legislativo

No pleito de 2016, o partido, sozinho, atingiu apenas 24.390 votos. Foto: Divulgação

Às vésperas de completar 100 anos de existência, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) tem dificuldades para permanecer atuante na vida política representativa. No Ceará, a legenda possui apenas dois representantes na Assembleia Legislativa, oriundos do Interior do Estado, e somente um vereador na Câmara Municipal de Fortaleza.

No pleito do ano passado, a sigla que sempre foi braço direito do Partido dos Trabalhadores em nível nacional e local, não atingiu a cláusula de desempenho mínima para ter direito ao Fundo Partidário e Eleitoral. Para evitar sofrer outras sanções, o PCdoB se fundiu ao PPL, buscando dessa forma alcançar um pouco de sobrevida política.

Outrora grandes nomes da vida pública local no Ceará, Chico Lopes e Inácio Arruda, respectivamente ex-deputado federal e ex-senador, atualmente vivem no ostracismo em funções administrativas ou tentando se reerguer junto aos movimentos sociais.

Na Assembleia Legislativa do Ceará, os deputados Augusta Brito e Carlos Felipe representam a sigla, mas têm pouca eficácia nas pautas específicas da legenda que propõem na Casa. O partido sequer conseguiu emplacar um nome na Mesa Diretora no atual período legislativo, o que era de interesse da sigla.

Já na Câmara Municipal de Fortaleza, Evaldo Lima, que chegou a ser líder do Governo Roberto Cláudio, e secretário da Cultura, não consegue aprovar sequer um projeto de interesse dos educadores da Capital cearense, como o que trata da “liberdade de cátedra” para os professores da rede de ensino.

Para o parlamentar, o PCdoB é imprescindível para a democracia e o fortalecimento de áreas como saúde e educação, “seja no parlamento ou na vida institucional”. Ele citou o nome de Chico Lopes como um exemplo de liderança na legenda. No entanto, o PCdoB está encontrando dificuldades para convencer Lopes a disputar uma das 43 vagas do Legislativo da Capital.

Para a disputa eleitoral do próximo ano, o PCdoB precisa atingir, no mínimo, 30 mil votos para eleger um vereador em Fortaleza. No entanto, aparentemente, a sigla ainda está longe de atingir esse montante, levando-se em consideração os seus prováveis candidatos.

No pleito de 2016, o partido, sozinho, atingiu apenas 24.390 votos. Por isso, a sigla tem tanto interesse em uma candidatura de Chico Lopes, que poderia ajudar na conquista dos 30 mil votos necessários.

Evaldo Lima cita seu nome, o de Eliana Gomes e Josenias como as principais apostas para o pleito vindouro, mas acredita que lideranças estudantis e sindicais possam dar coro às vozes comunistas que farão com que a sigla atinja o número desejado para ter um representante na Casa, a partir de fevereiro de 2021.

“O PCdoB chega as vésperas de seu centenário. Tivemos uma primeira dificuldade, mas essa já foi superada com a incorporação do PPL. O PCdoB tem que estar cada vez mais vivo na defesa da dignidade e na luta contra as reformas que tiram os direitos dos trabalhadores”, disse ele em entrevista ao Blog do Edison Silva.

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