
Presidente afirma que Governo do Brasil quer ampliar integração nacional no combate ao crime organizado e defende aprovação da proposta para fortalecer a atuação federal na segurança pública. Fonte:Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira (22/5), durante entrevista ao programa Sem Censura , da TV Brasil, a aprovação da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional e afirmou que o Governo do Brasil pretende ampliar a atuação integrada no combate ao crime organizado.
Ao comentar a violência e a presença de organizações criminosas em diferentes regiões do país, Lula afirmou que o Estado precisa recuperar o controle territorial e reforçar a cooperação entre União, estados e Judiciário.O território em qualquer cidade, em qualquer estado, é do povo brasileiro e tem que voltar a ocupar o seu território”, declarou.
O presidente pediu ao Congresso Nacional que a proposta seja votada. “Faço até um apelo ao presidente (Davi) Alcolumbre: coloque para votar a PEC da segurança que esse país vai resolver definitivamente o problema de segurança desse país”, disse Lula.
O presidente afirmou que a proposta enviada ao Congresso prevê maior integração entre União, estados e municípios, além da ampliação das atribuições federais. “Se essa PEC for aprovada no Senado, 15 dias depois eu crio o Ministério da Segurança Pública”.
Lula também defendeu o fortalecimento da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, além da criação de uma “guarda nacional de verdade”, com atuação permanente e estrutura profissionalizada.
NVESTIMENTO DE R$ 11 BILHÕES – Durante a entrevista, o presidente comentou sobre o Programa Brasil Contra o Crime Organizado , que inclui investimento bilionário para o combate à violência no país. “A luta contra o crime organizado vai envolver R$ 11 bilhões. Um bilhão de investimento do governo federal e R$ 10 bilhões de financiamento para os estados e para as prefeituras”, afirmou.
O programa prevê recursos diretos da ordem de R$ 1,06 bilhão para 2026, distribuídos entre os quatro eixos: R$ 388,9 milhões para ações de asfixia financeira, R$ 330,6 milhões para o eixo do sistema prisional, R$ 201 milhões para esclarecimento de homicídios e R$ 145,2 milhões para ações de enfrentamento ao tráfico de armas.
fonte:Agência Brasil.