
Os casos escancaram o grau de violência na Capital cearense. Foto: Reprodução/Instagram
Na véspera do Natal dois casos envolvendo parlamentares mulheres em Fortaleza chamaram a atenção não por questões de cunho político ou ideológico propriamente dito, mas pela violência. Nas últimas horas, a vereadora Adriana Gerônimo (PSOL) sofreu homofobia e ameaça de morte, enquanto que a deputada Dra. Silvana (PL) foi assaltado.
Os dois casos aconteceram em Fortaleza e nos fazem refletir sobre o grau de violência na Capital cearense. No episódio envolvendo a deputada Dra. Silvana, ela relatou em suas redes sociais que foi assaltada enquanto estava no bairro Aldeota, área nobre da cidade.
Ainda de acordo com a parlamentar, os policiais que atuam na região foram ágeis e prenderam dois suspeitos envolvidos com o crime de assalto. Nas últimas semanas, durante as discussões sobre a Segurança Pública na Assembleia Legislativa, Dra. Silvana citou, várias vezes, o temor que tinha pela sua vida e de seus familiares em meio ao crescimento da violência no Ceará.
Já Adriana Gerônimo relatou que recebeu e-mails ameaçando ela e sua esposa de assassinato. Segundo informou, o tom das ameaças levaram-na crer que o crime se deu por homofobia, já que a psolista é casada com outra mulher.
“As ameaças mencionaram explicitamente a intenção de nos assassinar em frente à nossa casa”, disse a vereadora. “Não aceitaremos o medo e a ameaça. Não iremos recuar em nossa atuação militante”, pontuou.
No início da tarde, Adriana esteve com o deputado estadual Renato Roseno (PSOL) na sede da Delegacia de Repressão aos Crimes por Orientação Sexualidade, registrando um Boletim de Ocorrência.
Outros parlamentares se solidarizaram com Adriana. O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, o vereador Léo Couto (PSB), colocou a estrutura jurídica da Casa Legislativa para auxiliar a parlamentar.