Na próxima quarta-feira, 22, em Fortaleza, filia-se ao PSDB, Ciro Ferreira Gomes, um diferente homem público brasileiro, por sua competência, ousadia, e sem as máculas que marcam a maioria da classe política nacional, mesmo tendo sido deputado estadual e federal, ministro da Fazenda e da Integração, prefeito de Fortaleza e governador do Ceará, e continuar sendo um cidadão de classe médio, ao medir-se pelos valores de sua pecúnia , pois muito rico prova ser, de inteligência e coragem.
Ciro, como fazem os que ingressam na política para enriquecer com as ações mais escusas (“Que não inspira confiança; que tende a não ser confiável; que não se apresenta de acordo com a lei; ilegal”) que a moral e a ética repelem, poderia, licitamente, por ser legal, estar com uma gorda poupança, pois desde o início do ano de 1995, poderia estar recebendo gordas pensões do Poder Executivo cearense, da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, e da Prefeitura de Fortaleza, que a preço de hoje superam os R$ 100 mil mensais.
O desprendimento pelo dinheiro público, e o seu combate à corrupção, são sua força, até aqui invencível, para bradar contra os adversários, e, no seu entender, os maus políticos, que se aproveitam dos cargos públicos para o enriquecimento pessoal, e dos seus. Ciro, sendo Ciro, ainda tem muito a contribuir no enfrentamento à corrupção. Nas eleições do próximo ano, 2026, mesmo sem disputar um mandato, será, talvez, o principal protagonista. Ele, muito bem informado sobre as administrações federal, e, sobretudo a do Estado do Ceará, tem dados para fustigar, ferinamente, os aliados governistas.
Ele, com apenas dois discursos foi o responsável pela exoneração de Quintino Vieira da SOP (Superintendência de Obras do Estado). Ciro Gomes, em encontro estadual do PSDB, disse em voz alta, que obras do Governo do Estado, de responsabilidades da Superintendência de Obras, do Detran e da Cagece, só eram feitas se houvesse pagamento de “propinas”. Ele repetiu, a grave acusação, em todos espaços possíveis, como que querendo insultar o Governo, a chamá-lo a provar o que disse.
Quintino, alguns meses depois foi exonerado pelo governador, sem dar qualquer pista sobre o motivo da exoneração, deixando explícito que havia sido por conta das denúncias de Ciro. O Governo nada fez, na mesma oportunidade, em relação ao Detran e a Cagece, embora depois das eleições municipais do ano passado ele tenha trocado o diretor geral do órgão de trânsito do Estado. Ciro tem estado muito calado, nos últimos meses, ensejando a que amidos dele, no linguajar interiorano, tem dito que, “quando carneiro preto se afasta, a marrada será grande”, como que advertindo sobre o que terá a dizer dos governistas, na campanha eleitoral vindoura.