
Julinho defendeu uma maior reflexão para se evitar o extremismo e suas consequências. Foto: ALECE
O assassinato do ativista pró-armas Charlie Kirk, aliado do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, gerou debate na Assembleia Legislativa, na manhã desta quinta-feira (11). Enquanto alguns questionaram a falta de comoção diante um caso envolvendo um nome da direita, o deputado Julinho (PT) pontuou que discursos extremistas têm levado a ações extremistas, que vitimara, inclusive, o ex-presidente Jair Bolsonaro no pleito de 2018.
“Quem é a favor do assassinato de qualquer agente político?”, questionou o petista em resposta a pronunciamentos anteriores apontarando que políticos de esquerda teriam comemorado o ato criminoso. Segundo Julinho, o próprio presidente dos Estados Unidos Donald Trump sofreu atentado e saiu ferido durante um evento de campanha, destacando a necessidade de reflexão.
“Estamos vendo esses atentados, um dos quais ceifou a vida de um ativista de extrema-direita, porque existe um extremismo muito grande defendido pela extrema-direita. O próprio ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu atentado porque defendeu pauta de extrema-direita e de opressão às minorias”, pontuou. Ainda de acordo com ele, é preciso também fazer uma reflexão sobre a facilidade do acesso às armas, que tem maior liberalidade nos Estados Unidos e tentou-se replicar tal política no Brasil.
“Nos EUA tem essa cultura de acesso facilitado a armas, qualquer psicopata pode comprar arma e fazer atentado a qualquer agente político. Por isso temos que defender um critério mais rigoroso, e não facilitando o acesso a armas para pessoas desequilibradas para que elas façam atentados em colégios ou assassinato de agentes políticos como aconteceu ontem”.
Conhecido como David Pró-Armas,o deputado David Vasconcelos (PL) é atirador profissional e usa uma arma como broche em sua gravata. O parlamentar, em seu pronunciamento, disse que um pai de família, conservador e patriota foi assassinado, deixando duas filhas e uma esposa.
“Não é porque foi um conservador que vão deixar de falar, mas era um representante político. Eu estou preocupado pelos conservadores como também de quem diz ser de esquerda, centro e direita. Será que se manifestr politicamente pode ser assassinado cruelmente daquela forma?”, questionou.
“Imagine se fosse um de esquerda naquele local, como estariam todos os jornais, as manchetes? Eu fico preocupado. Primeiro teve o Jair Bolsonaro, em 2018, no Japão tivemos assassinato, tivemos o atentado ao Trump, e agora o Charlie que perdeu sua vida cruelmente”, afirmou.
Princípios
Ainda de acordo com Vasconcelos, o assunto é urgente e precisa ser reverberado na Casa Legislativa. “Temos que debater, porque qual exemplo queremos dar para toda a população cearense que nos ouve, para o Nordeste e para o Brasil? Eu não quero que um crime como esse ocorra com a bancada dd oposição ou da situação”, afirmou.
Sargento Reginauro (União) também lamentou o ocorrido, criticando aqueles que chamaram a vítima de “extremista”. “Qual era o ato extremo desse homem? Defender princípios, valores, a família. Todos estariam fazendo escândalo se o assassinado fosse um ativista de esquerda”, disse. “O que procura-se fazer é dizer que ele era um extremista”.