Neste belo domingo de sol aqui em terras alencarinas, o dia começou cedo e com um propósito claro: exercer meu direito e meu dever como militante na sede do PT Ceará para o PED 2025. O voto na urna é o momento em que a nossa voz se materializa, e a minha foi para um projeto de partido que acredito ser o mais coerente com a nossa história e nossos desafios futuros.
Votei no companheiro Valter Pomar para a Presidência Nacional do PT (120) e na chapa nacional “Em Tempos de Guerra, A Esperança é Vermelha!” (220). Um voto pela retomada da nossa autonomia, pelo fortalecimento do nosso programa socialista e por um partido que seja, acima de tudo, um instrumento da classe trabalhadora.
Mas a beleza do ato democrático não pode nos cegar para os problemas da sua execução. Ao chegar, encontrei o que infelizmente parece ser uma tendência nacional neste PED: companheiros e companheiras com seus nomes aptos no sistema online, mas ausentes dos cadernos de votação em cédula. Uma falha grave que gera frustração e pode impedir que a militância exerça seu direito fundamental de escolher os rumos do partido.
Fortaleza não é um caso isolado. Relatos de problemas similares se espalham pelo país, e isso nos impõe uma reflexão urgente. Um partido que luta pela integridade da urna eletrônica brasileira não pode, em sua própria casa, apresentar um sistema de votação que gere desconfiança e exclua seus membros.
A luta por um PT mais forte e mais à esquerda passa, necessariamente, pela construção de processos internos que sejam eficientes, transparentes e que respeitem cada filiado e filiada. Que este PED, com todos os seus desafios, nos sirva de lição para arquitetarmos um partido ainda mais democrático e organizado para as batalhas que virão.
A esperança segue vermelha, mas precisa ser bem gerenciada.