Acrísio Sena ainda acredita que até domingo possa existir o tão sonhado consenso. Foto: ALECE

O Partido dos Trabalhadores (PT) realiza, no próximo domingo (06), suas eleições internas, quando seus filiados vão escolher o presidente nacional, estadual e municipal da sigla, que comandarão a agremiação pelos próximos quatro anos. Em nível de Estado, a legenda ainda não conseguiu construir uma unidade em torno de um único nome, restando o confronto entre o atual gestor Antônio Filho, o “Connin”, e a vereadora de Fortaleza Adriana Almeida.

Nos bastidores do partido fala-se que a deputada federal Luizianne Lins, que comanda uma ala em disputa, estaria comprometida em aceitar a discussão sobre um consenso, mas a militância ligada a ela seria contra essa iniciativa. Como Conin tem apoio do governador Elmano de Freitas e do ministro da Educação Camilo Santana, o grupo de Lins corre o risco de sofrer uma derrota considerável na Capital.

O tema foi levado à tribuna da Assembleia Legislativa, na manhã desta quinta-feira (03), pelo deputado Acrísio Sena (PT), que destacou que o partido escolhe, nacionalmente, seus representantes através de eleição direta. “O PT é o único partido que eu vejo, desde a redemocratização até os dias atuais, que enfrenta o debate interno e público, inclusive nas páginas dos jornais. Em que não há nenhum acordo de cúpula para escolher”, disse.

Segundo ele, o partido vota diretamente seus representantes, e neste domingo cerca de 8 mil eleitores filiados vão votar para escolher o presidente nacional do PT. O grupo de Acrísio Sena apoia o nome de Rui Falcão, enquanto que o deputado Guilherme Sampaio vota em Edinho Silva, e o deputado federal Zé Airton, por exemplo, defende  o nome de Romênio.

Sena afirmou que desde o início do processo de eleição direta ele tentou construir um acordo entre as chapas em disputa, destacando que 95% de seu intento foi alcançado para apoio do nome de Conin “para enfrentar os desafios que não serão fáceis”. Ele destacou, inclusive, que Luizianne chegou a se posicionar sobre o tema, não descartando a possibilidade de acordo até a data do pleito, no domingo.

Escolha direta

“Mas se não tiver acordo, vamos para o debate. Essa não é a primeira vez que a gente enfrenta a escolha dos nossos representantes, através de escolha direta”, disse o petista. Apoiador de Conin no Estado, Acrísio Sena diz defender o nome do ex-deputado estadual Antônio Carlos para comandar o partido em Fortaleza. Já o grupo de Luizianne Lins lançou o nome da vereadora Mari Lacerda.

“É muito importante  que a gente possa enaltecer a história da democracia brasileira, que se soma à história do PT. As principais lutas desde a redemocratização, com a anistia, lutas concretas por salário mínimo, voto direto… Tudo isso compõe o PT ao longo desses 45 anos de história e caminhada”, pontuou.