
Senadores foram “ofensivos e desrespeitosos com a ministra, a mulher e a cidadã”, disse Gleisi Hoffman. Fonte: Geraldo Magela
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, deixou a audiência na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado após ser atacada pelos senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Plínio Valério (PSDB-AM). “O que eles esperavam da minha parte era uma atitude de resignação, de concordância, de deixar desqualificarem a agenda ambiental”, afirmou Marina em entrevista à CNN. “Me senti agredida, mas não intimidada”, acrescentou.
Marina Silva estava na comissão como convidada para tratar da criação de quatro unidades de conservação marítimas no Amapá. Durante mais de três horas de audiência, houve calorosos debates sobre temas como a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, o Projeto de Lei do Licenciamento Ambiental e a extensão da BR-319.
A ministra afirmou categoricamente que a criação de unidades de conservação marinha na Margem Equatorial, no Amapá, não impedem a pesquisa de petróleo na região.
A chefe da pasta do Meio Ambiente defendeu a política ambiental do Governo Federal e assinalou que a redução do desmatamento na Amazônia e demais biomas brasileiros tem relação direta com a conquista de mais de 300 novos mercados no mundo para o agronegócio brasileiro.
Marina foi criticada por alguns senadores por se posicionar contrariamente ao projeto de lei que flexibiliza o licenciamento ambiental, aprovado na semana passada. E ressaltou ser defensora da criação de um novo fundo de florestas tropicais para remunerar os proprietários que preservam áreas florestais.
Entretanto, as temperatura da discussão aumentou e a ministra se retirou da comissão. Em um momento, o senador Marcos Rogério (PL-RO) ordenou à ministra “ponha-se no seu lugar”. Minutos depois, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) declarou que como ministra ela não merecia respeito. Marina exigiu um pedido de desculpas e retirou-se após negativa do parlamentar.
Fonte:Agência Gov.