Ciro Gomes reunido com deputados estaduais da oposição

Bastou Ciro Gomes, ex-governador cearense, ir ao gabinete do seu correligionário,  deputado Cláudio Pinho, na Assembleia Legislativa, onde estavam outros deputados estaduais da oposição ao Governo Elmano de Freitas, para a política cearense experimentar uma movimentar impar, a um ano e meio antes da eleição do novo governador do Ceará e os demais representantes cearenses no Congresso Nacional, Assembleia Legislativa, e o próximo presidente da República, em 4 de outubro do ano vindouro.

O último a se manifestar sobre a chacoalhada feito por Ciro Gomes, n a política cearense, foi o governador Elmano de Freitas, depois das  falas de  Camilo Santana, Cid Gomes e outros próceres governista, para gáudio de todos os oposicionistas do PDT, PL, PSDB e União Brasil. Este momento é apenas uma amostra da animação que Ciro fará no curso da campanha, tornando-se, pela perspectiva que se tem, um dos destacados protagonistas da eleição estadual, sem se descurar dos pronunciamentos sobre a sucessão presidencial.

Ciro Gomes é um dos políticos brasileiros mais bem informados sobre a realidade administrativa nacional, e a do Estado do Ceará. Ele recebe, diariamente, um significativo volume de informações sobre os governos, dos aliados e de governistas insatisfeitos. Sabe mensurá-las e tem coragem e credibilidade de levá-las ao conhecimento público. A exoneração de Quintino Vieira, um dos auxiliares do Governo do Estado, desde o Governo Cid Gomes, até a metade do Governo Elmano de Freitas, é um exemplo da coragem e da credibilidade. Quintino foi exonerado da Sup0-erintendência de Obras (SOP) do Estado, em 2024, após denúncias de Ciro, de que as obras da SOP eram feitas com cobrança de “propina”.

O discurso do grupo governista, aliando Ciro a Bolsonaristas, é pueril. Antes o associavam à ditadura, do mesmo modo como o pessoal da direita condenou a aliança de Lula com Geraldo Alckmin, hoje o vice-presidente da República. Alckmin dizia que Lula querendo ser presidente, como o é, era “o criminoso de volta à cena do crime”. Essas questões menores do ambiente político, pouco ou quase nada interferem na eleição, diferentemente de questões sobre honra, e principalmente sobre corrupção. Sobre esta, até aqui, nada apareceu que maculasse a imagem do ex-governador cearense.

Com a disposição de estar nos palanques da oposição cearense, e mais ainda tendo o seu amigo Roberto Cláudio, candidato a governador, pode-se admitir, com pouquíssimas chances de erro, teremos uma das eleições mais movimentadas no Ceará, em 2026.

 

 

 

 

 

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