
Cláudio Pinho demonstrou preocupação com a situação das famílias cearenses. Foto: ALECE
O deputado Cláudio Pinho (PDT) demonstrou preocupação com o aumento do juros anunciado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, que segundo ele atingirá principalmente as pessoas mais pobres. O parlamentar defendeu que a cesta básica das famílias cearenses seja isenta do reajuste da alíquota anunciada.
Na quarta-feira (07), o Copom decidiu aumentar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual, passando de 14,25% para 14,75% ao ano. Para Pinho, o reflexo do novo aumento, o maior desde 2006, será sentido por toda a população, com aumento de preços gerais e maior dificuldade para conseguir crédito.
“Quanto mais isso vai subir? Cada vez mais os preços sobem. Quem deve no cartão de crédito, tem ou faz um empréstimo para melhorar o capital de juros de sua empresa, para quitar suas dívidas, serão todos atingidos. Isso repercute, inclusive, no poder de compra dos cearenses”, afirmou.
Ele destacou, ainda, o impacto negativo no orçamento das famílias e nos investimentos públicos. “Aumenta o endividamento do Estado, que perde ainda a sua capacidade de investimentos. Impacta ainda as famílias, que já estão sobrecarregadas com os preços da cesta básica”.
Claudio Pinho defendeu a isenção, e não somente redução, de toda a cesta básica. Segundo ele, em um ano, o reajuste da taxa selic representará R$ 1 trilhão de prejuízo aos cofres públicos. “Enquanto isso, a população tendo que pagar ainda mais caro pelos alimentos básicos”, alertou.
O deputado também questionou de quem seria a “culpa” pela alta na taxa Selic, visto que na gestão Jair Bolsonaro afirmava-se que a culpa era do Governo, que indicou o então presidente do BC, Roberto Campos Neto. No entanto, agora no Governo Lula, o presidente do banco é outro: Gabriel Galípolo. “O presidente do Banco Central foi trocado e desde que ele entrou só aumentam esses juros. De quem é a culpa?”, indagou.
Outro que lamentou a situação dos juros no Brasil foi o deputado Simão Pedro (PSD). “Realmente, os juros estão muito altos. Quem ganha com isso são só os bancos, com lucros bilionários, enquanto o povo sofre. O salário mínimo nunca deu pra nada, é uma mixaria”, criticou.
Além disso, defendeu a escuta da população e das categorias sociais para a construção de políticas mais justas. “A gente precisa ouvir o povo e buscar, junto com os governos, formas de amenizar essa situação. Eu venho do varejo e sei o quanto isso prejudica o consumidor”, afirmou.