
Dra. Silvana chamou a gestão dos equipamentos de saúde de “atabalhoada“. Foto: ALECE
Sob o risco de voltar ao atendimento limitado de agentes da Polícia Militar, o Hospital José Martiniano de Alencar segue sendo pauta de pronunciamentos de deputados da oposição na tribuna da Assembleia Legislativa. Depois de audiência pública com o Ministério Público, os parlamentares voltaram a cobrar do Governo do Estado a permanência do equipamento hospitalar no atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Ações junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público Federal (MPF) também foram impetradas pela bancada da oposição a fim de evitar a migração dos atendimentos do hospital. A deputada Dra. Silvana (PL), que esteve em audiência com o Ministério Público, disse que o representante da Secretaria de Saúde do Estado não sabia sequer da reunião ou que medidas seriam adotadas pela pasta sobre o caso.
“A secretária Tânia mandou um técnico que não sabia o que será feito do hospital José Martiniano. Disse que até amanhã (30) teria um parecer da Sesa. A Sesa está atabalhoada com essa previsão de transformar o hospital, que é referência em cirurgia, para hospital para Polícia Militar. A Sesa foi muito mal representada. Ele disse que a Secretaria não sabia da audiência e da programação”, afirmou.
Lucinildo Frota (PDT) também se posicionou sobre o tema e disse que deu entrada em ações no TCU. “Que o governador cuide da Saúde e pare de fazer marketing. Estamos imbuídos de fazer com que a Saúde não pare. A gente tem que parar de conduzir o governo só pensando na eleição. Tem que parar de fazer marketing. A população merece esperança de dias melhores”, disse.
O deputado demonstrou preocupação com a situação da saúde pública no Ceará. “Vemos notícias sobre o possível fechamento do Hospital Geral Dr. César Cals, o risco iminente de fechamento do Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar. Isso é um crime”, criticou.
Dra. Silvana (PL) avaliou que não há planejamento claro na administração dos equipamentos de saúde do Ceará. Outros parlamentares, como Heitor Férrer (União) e Antônio Henrique (PDT) também já se posicionaram contra a mudança no atendimento do hospital.