Adail Júnior criticou aliados da atual gestão por fazerem comparação com o Governo Sarto. Foto: CMFor

O clima entre a base governista do prefeito Evandro Leitão (PT) ainda não é de unidade, longe disso. E esse distanciamento tem se refletido entre alguns pronunciamentos.

Isso acontece porque atualmente há ao menos três tipos de aliados da gestão: aqueles que estiveram ao lado do prefeito desde o primeiro turno das eleições do ano passado, os que se alinharam no segundo turno, e aqueles que só passaram para a base governista após a posse do gestor.

A desavença entre então aliados e opositores da gestão passada, do prefeito Sarto (PDT), também é um fator que influencia no comportamento dos atuais membros da base governista do Governo petista. O vereador Adail Júnior (PDT), aliado de todas as gestões desde o Governo Luizianne Lins (PT), não tem gostado das críticas que têm sido feitas por seus pares à administração pedetista.

Na quinta-feira (24), durante votação de empréstimo bilionário para a Prefeitura, o vice-líder do Governo, o vereador Aglaylson (PT) afirmou que o gestor anterior deixou uma dívida de R$ 4,5 bilhões na Prefeitura. “O gestor foi tão ruim que fez despencar Fortaleza da categoria b para c. Se a gente reestrutura a dívida, vamos ter capacidade melhor de investimentos”, disse.

Já Benigno Junior (Republicanos), que fez parte da gestão Sarto, afirmou que o ex-prefeito deixou 133 obras paralisadas. “O Evandro recebeu 133 obras paralisadas, que vão desde posto de saúde, Areninha, até a hospital. Dessas obras, R$ 313 milhões iniciadas e paralisadas porque não tem lastro financeiros. R$ 298 milhões foram contratados sem ser iniciadas por não ter lastro. A
gestão Sarto contraíu sere operações, em torno de R$ 3 bilhões”.

As falas de seus colegas de base não agradaram Adail, que partiu para o confronto.  “O vereador Benigno fala que são 133 obras paralisadas. Ele paricipava da gestão, deveria citar. Cite quantas foram executadas. Pegue a gestão do PT, os 12 anos de PDT para ver. Essa fala de querer achar que só nós somos salvador da pátria. Temos que trabalhar muito. Não entendi nada da fala do Aglaylson.  Onde tem essa cidade destruída? Está bom de parar com isso”, apontou.

O pedetista também lembrou que Fortaleza estava em uma situação ruim na Educação em 2012, quando o PT deixou a gestão,  e a entregou em melhor condição após 12 anos de gestão PDT. “Não vou aceitar esse lenga-lenga aqui. Recebemos prêmio internacional de mobilidade urbana, fizemos maior Beira-Mar. Tivemos erro nos últimos seis meses, mas nós fomos muito importantes para a cidade de Fortaleza. Não vão fazer grau comparativo porque vocês vão quebrar a cara. Desde quando para agradar um tem que desagradar o outro?”, questionou.