
Deputados de oposição iriam falar sobre o aumento da criminalidade contra minorias no Brasil. Foto: ALECE
Na última sessão ordinária da Assembleia, na quinta-feira (20), os deputados da bancada de oposição criticaram o que chamaram de manobra da base aliada para tentar inviabilizar um pronunciamento de críticas ao Governo do presidente Lula. As reclamações tiveram início após pedido de verificação de quórum que resultou no cancelamento da plenária do dia.
O vice-presidente da Casa, o deputado Danniel Oliveira (MDB) solicitou verificação de quórum após votação de projetos de autoria dos parlamentares. Alguns poucos presentes registrarem a presença no painel eletrônico do Plenário 13 de Maio. A deputada Larissa Gaspar (PT) era a única registrada por videoconferência, e estava selecionada para uso da palavra no Segundo Expediente.
Após verificação de quórum, o presidente da Casa Romeu Aldigueri (PSB) decidiu cancelar a sessão plenária do dia, o que gerou críticas por parte da oposição.
O deputado Carmelo Neto (PL) protestou no plenário afirmando que a ação de Danniel Oliveira foi feita para evitar um pronunciamento que faria criticando o Governo Lula. “Fui amordaçado novamente. Deputados do PT esvaziaram o plenário e derrubaram a sessão com medo da verdade”,disse ele em corte para as redes sociais.
A líder do PL na Casa, a deputada Dra. Silvana (PL), assídua às sessões plenárias, também lamentou a situação, destacando, principalmente, o fato de ela ter sua palavra cerceada no mês da mulher. “A voz dos deputados foi subtraída por pedido de verificação de presença. Será sempre legítimo a manobra, mas, de fato, é a forma mais agressiva contra o mandato de um deputado que ama o direito e dever sagrado de falar”, disse a parlamentar.
Segundo disse, “nada mais fere a um parlamentar do que suprimir sua fala”. Outros parlamentares de oposição, e até da base governista, se mantiveram no Plenário 13 de Maio após o encerramento da sessão. Mas não foi o suficiente para que a plenária continuasse.