O senador Cid Gomes, não diz em público, mas não pede reserva com quem conversa sobre a próxima sucessão estadual. No seu entender, o Governo Elmano não está bem, consequentemente, se as eleições fossem hoje, ele não se reelegeria. No seu entender, o governador precisa avaliar melhor suas situação eleitoral, para que, no próximo ano não sacrifique os seus aliados.
Rompido com o seu antigo “irmão” e liderado Camilo Santana, o ministro da Educação que foi governador do Estado do Ceará, pelas suas mãos, Cid Gomes está também insatisfeito com o Governo Elmano de Freitas, e indignado com o comportamento do deputado federal José Guimarães, a quem ajudou, em momentos difíceis, quando este estava ameaçado de perder o mandato de deputado estadual, Cid trabalha, atualmente, para voltar a ter influencia nas eleições para o Governo do Estado.
Ele hoje tem o comando do PSD cearense, embora o partido tenho voltado ao Estado para ser comandado por um preposto do senador e ministro Camilo Santana. Camilo colocou o pai, Eudoro Santana, na presidência da agremiação. E ele, lá permanece como se fosse a “rainha da Inglaterra”. E por não ter votos, jamais deixará de ser, no partido, o que é hoje.
O PSB, como todos os partidos, sobretudo os do seu porte, precisa mesmo é de eleger deputados federais. Cid estaria comprometido em eleger ao menos cinco deputados federais no Ceará, contando com Bismarck Maia, Mauro Filho e mais um terceiro que ainda pode deixar o PDT. No compromisso assumido, Cid até admite ser candidato a deputado para puxar votos, aumentando a legenda partidária. Como Camilo não tem o mesmo potencial eleitoral de Cid, nõ tem como justificar para a direção nacional do PSB que a legenda deva ficar com ele, que continua filiado ao PT.
A tese de Cid, desde a eleição municipal do ano passado (2024), é de que o PT não pode negar espaços aos correligionários. Ele foi contra a candidatura de Evandro Leitão a prefeito de Fortaleza, por entender o PT por já ser Governo na União e no Estado, não deveria ter a Prefeitura de Fortaleza. Foi vencido, mas não deixa de defender o mesmo posicionamento. Naquele momento, em 2024, ele se sentia fragilizado e apunhalado pelo ex-governador Camilo Santana. Agora, ele volta a ter protagonismo, dizem alguns dos seus amigos, não se quedará. Ele próprio esta decidido a não disputar cargo majoritário, mas disposto a ajudar um terceiro que não seja um direito radical.