
Danniel Oliveira disse que vai levar sugestões ao governador Elmano de Freitas. Foto: ALECE
O assassinato brutal da jovem Natany Alves após ela sair de uma igreja, em Quixeramobim, repercutiu entre os pronunciamentos dos deputados da Assembleia Legislativa, no retorno dos trabalhos desta terça-feira (18). Além de se solidarizarem com os familiares da vítima, os parlamentares também apresentaram propostas para inibir casos como este.
Danniel Oliveira (MDB) cobrou do Governo do Estado equipamentos públicos de defesa da mulher para o município de Quixeramobim. Ele afirmou que levará a demanda ao governador Elmano de Freitas, solicitando uma delegacia 24 horas, uma delegacia especializada em Defesa da Mulher e a implantação de uma Casa da Mulher Cearense. De acordo com o deputado, os equipamentos de defesa da mulher foram apontados pela própria população do Município como prioritários neste momento.
“Mais um crime que nos provoca a repensar os mecanismos de defesa da mulher. Uma jovem de 20 anos foi sequestrada e assassinada de forma brutal por três indivíduos que estavam em um bar bebendo e consumindo drogas e viram uma oportunidade quando uma menina de Bíblia na mão foi até seu carro”, lamentou.
“Parabenizo o governador e toda a polícia pela rapidez em capturar os criminosos, mas sei que nenhuma ação ou palavra dita trará a vida da Natany de volta. Nossa obrigação agora é clamar por justiça e buscar alternativas para mudar o sistema penal desse País, não dá mais pra esperar. Um dos criminosos tem 23 anos e pode passar só 10 anos na cadeia. Matou uma pessoa a pedradas e logo estará em liberdade? Temos que discutir sobre prisão perpétua, pena de morte”, defendeu.
Danniel teve sua prima, Mariana Oliveira,estudante de medicina, estuprada e morta, e desde então tem se pautado em defesa dos direitos das mulheres. “Hoje eu me solidarizo e sinto junto com os amigos e familiares de Natany Alves, em especial a sua mãe, Nara Alvez, pois sei que ninguém consegue ter a dimensão do sofrimento dessa mulher”, declarou.
A deputada Jô Farias (PT) destacou ser significativo um homem defender e abordar os direitos da mulher com propriedade e firmeza. “Hoje estamos aqui revoltados com esse crime, mas o mais duro é saber que a maioria das mulheres já foi vítima de assédio e estupro e não podemos mais naturalizar isso. Nosso governador vem fortalecendo os mecanismos de defesa e temos que exigir mais celeridade e firmeza da justiça”.
Missias Dias (PT) lamentou a situação, apontando que os três envolvidos no crime já tinham passagem pela polícia e continuavam em liberdade. “Tivemos um trabalho de captura rápido e esperamos que a Justiça seja firme na condenação desses criminosos”, defendeu.
Sargento Reginauro (União) se disse indignado com a situação. “Todos com antecedentes criminais e seguem andando tranquilamente pelas ruas. Congresso, Judiciário, Estado precisam agir. Não dá mais pra continuar dessa forma”, defendeu.