Léo Couto anunciou a realização de sessão extraordinária para votar o projeto. Foto: CMFor

O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, o vereador Léo Couto (PSB), convocou para a próxima quinta-feira (09) sessão extraordinária para votar a extinção da taxa do lixo da Capital cearense. Promessa de campanha do prefeito Evandro Leitão (PT), a matéria ainda não foi disponibilizada no portal da Casa Legislativa.

A taxa do lixo foi criada na gestão do ex-prefeito Sarto (PDT), o que gerou críticas ao gestor bem como uma crise que resultou na saída de aliados de sua base governista. A cobrança, inclusive, foi amplamente utilizada por adversários do pedetista na campanha eleitoral, o que pode ter contribuído para a derrota de Sarto, que ficou na terceira colocação após o resultado do primeiro turno do pleito em Fortaleza.

Para votação da extinção da taxa do lixo de Fortaleza, será anunciada, também na quinta-feira, a composição das comissões de Constituição e Justiça e de Orçamento. O Governo acredita que vai conseguir o apoio da maioria dos vereadores da Casa Legislativa, visto que eleitos e reeleitos já se posicionaram contra a cobrança.

No entanto, aliados e opositores do Governo Evandro Leitão já se posicionaram com o objetivo de apresentar emendas parlamentares para contribuir com o texto original. Uma das ideias pontuadas pela vereadora Adriana Geronimo (PSOL) é perdoar as dívidas de quem não conseguiu pagar a taxa. Outra emenda abate do IPTU o valor dos contribuintes que quitaram a cobrança.

“Durante o meu primeiro mandato fui uma das pessoas que lutei contra, para que essa taxa não fosse instaurada, e hoje é um dia muito feliz para mim, acredito que também para a população da nossa cidade e para os vereadores que vão ter a oportunidade de tirar essa taxa que onera o bolso da população de Fortaleza”, disse Léo Couto durante coletiva de imprensa, na manhã desta segunda-feira (06).

Evandro Leitão pediu agilidade à Câmara Municipal para aprovar a revogação da taxa, afirmando que a medida não aumentará os impostos, pois a Prefeitura compensará a perda de R$ 120 milhões anuais com ajustes nos gastos públicos. Sobre a possibilidade de anistiar dívidas de quem não pagou ou devolver valores a quem pagou corretamente, ele afirmou que a situação financeira da Prefeitura não permitirá essa ação.