Tema foi levado à tribuna por deputados alinhados com o Governo Lula. Foto: ALECE

A descoberta de um plano tramado por agentes do alto escalão das Forças Armadas para assassinato do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro do STF Alexandre de Moraes repercutiu, na sessão plenária desta quinta-feira (21), na Assembleia Legislativa do Ceará. Deputados criticaram qualquer tentativa de anistia aos terroristas do 8 de janeiro e apontaram que o momento em que o Brasil vive é de uma crise sem precedentes por conta de tentativas de golpes contra a democracia.

Todos os parlamentares que se posicionaram sobre o tema cobraram rigor na apuração dos fatos e apontaram o plano como algo “gravíssimo”.  Segundo Osmar Baquit (PDT), a Polícia Federal identificou dez generais envolvidos na trama para matar Lula, Alckmin e Moraes. “Eu fico pensando: se qualquer um de nós tivesse participado de algo assim, estaríamos presos”, destacou.

“É inadmissível que esses envolvidos não estejam presos e condenados. Estamos vivendo em um país onde parece aceitável acreditar que matar alguém resolve o problema de uma derrota”, apontou.  O petista De Assis Diniz (PT) disse que a  operação revelou detalhes “estarrecedores” encontrados no celular e no computador do tenente-coronel Mauro Cid.

“Não se trata de um caso isolado, está ligado ao atentado terrorista no aeroporto de Brasília, em 4 de dezembro, e aos atos de 8 de janeiro”, disse. Já Fernando Hugo (PSD), apesar de fazer defesa de uma investigação profunda, lembrou do caso de Adélio Bispo, acusado de tentar matar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele também defendeu resolução para este crime, apontando que ainda não foi solucionado pela PF.

“Plano Golpista”

Líder do Governo na Casa Legislativa, o deputado Romeu Aldigueri (PDT) também se posicionou sobre o tema, afirmando que assassinatos estavam sendo arquitetados contra autoridades brasileiras. “Esse plano golpista foi impresso dentro do Planalto. Como isso acontece? Quem seria beneficiado com tudo isso? Não adianta querer defender o indefensável”, criticou.

Assim como seus colegas, Aldigueri solicitou celeridade nas investigações da operação, que foi batizada “Contragolpe”. “Queremos que todos os ritos sejam seguidos e que a justiça seja feita. É preciso que os culpados sejam punidos. Ou se defende a democracia ou não defende, não existe meio termo. Quando o ex-presidente Bolsonaro ganhou a eleição, não teve ninguém na frente de quartel ou invadindo Palácio do Planalto. A democracia precisa ser respeitada”.