^Trajetória política semelhante de Capitão Wagner e Moroni Torgan


Foto: Divulgação.

O eleitor de Fortaleza, volta a dizer ao Capitão Wagner, com a apuração dos votos de mais uma eleição, que não o quer em cargo majoritário. Antes, os eleitores da Capital e do Interior cearense, em sucessivas eleições. já tinham dito o mesmo para Moroni Torgan, que só conseguiu ser prefeito de Fortaleza, por alguns dias, quando aceitou ser candidato a vice-prefeito de
Roberto Cláudio.
A trajetória política de ambos, é muito semelhante, por isso, embora na política não existe o impossível, o Capitão precisa ser aconselhado a reconhecer que são mínimas as suas chances de um dia ser prefeito de Fortaleza, ou Governador do Estado. Garanta o mandato parlamentar, consciente de que o eleitor o quer no Legislativo, onde o seu discurso e trabalho em defesa da segurança continuarão satisfazendo aos seus seguidores.
Moroni, o delegado da Polícia Federal que se apresentava como um dos que combatiam os criminosos, até chegou assumir o Governo do Estado do Ceará, no início de seu ingresso na política -eleitoral, sendo vice-governador de Tasso Jereissati. Moroni foi eleito para vários mandatos de deputado federal, sempre com uma extraordinária votação em Fortaleza. Também, nas várias disputas de prefeito, Moroni conseguia uma boa votação, mas não o suficiente para sair vitorioso. Sua melhor performance foi quando chegou a disputar um segundo turno, com a ex-prefeita Luizianne Lins.
Como o Capitão Wagner, Moroni, em todo início da disputa para prefeito começava com uma boa indicação de preferência do eleitores, mas no curso da campanha perdia a musculatura que parecia ter, acabando com bem menos votos que o vencedor. Wagner é o Moroni de “ontem”, lidera em todo início de campanha, caindo do meio por fim da campanha. Agora ele chegou na quarta posição, com bem menos votos em comparação com os votos que obteve no primeiro turno da disputa eleitoral de 2020, quando somou um total de 426.803, quase o dobro da votação de Luizianne Lins, que ficou em terceiro lugar na disputa vencida por José Sarto.
Igualmente como Moroni, Wagner só o voto do fortalezense para ele, o que significa dizer que o seu eleitor não acolhe a orientação dele para votar em qualquer outra pessoa. Moroni, com toda a votação para deputado, e até mesmo para prefeito, não conseguiu eleger o filho, Mosiah Torgan, nem a vereador de Fortaleza, e nem a deputado. O rapaz teve pífia votação para os dois cargos. Capitão Wagner, em 2022, era candidato a governador do Ceará, foi o candidato mais votado em Fortaleza, com 602.050, e sua mulher, com o nome de Dayany do Capitão, só consegui 54.526, sendo a última dos 22 deputados federais eleitos.
O Capitão começou a disputa pela Prefeitura de Fortaleza, neste ano, exaltando a sua espetacular votação, na Capital, quando da disputa pelo Governo do Estado, em 2022. Enganou-se, ao pensar que o eleitorado do maior colégio eleitoral do Estado, havia mudado de posição em relação a si, quando não o elegeu prefeito. Fortaleza votou em 2022, no candidato que representava a oposição, poderia ser qualquer um. A maioria dos eleitores não queria a continuidade do Governo petista. Roberto Cláudio, mesmo na oposição, não conseguiu passar para o eleitor, que naquele momento, também, era oposição, não por opção, mas por ter sido vítima da traição de alguns ex-aliados.

G