Cid Gomes não quer disputar cargo de André Figueiredo no PDT. Foto: Reprodução

Em Fortaleza- CE na tarde da última segunda-feira (26), o senador Cid Gomes (PDT) se encontrou com companheiros da sigla para discutir e acalmar os ânimos dos aliados diante as discordâncias e declarações feitas pelo seu irmão, ex- governador do Ceará, Ciro Gomes, e para esclarecer especulações para sua pessoa ocupar a presidência estadual da agremiação, atualmente comandada pelo deputado federal André Figueiredo, que finda em dezembro próximo.

Cid esteve reunido com o presidente nacional do partido licenciado, Carlos Lupi, e com André Figueiredo. Mas segundo ele a reunião não durou muito.

Questionado por não participar do encontro regional realizado na semana passada, Cid disse que o clima estava tenso. De acordo com o senador, ocorreu uma reunião com o deputado federal que não terminou bem. ”A gente não faz política pra imprensa, não expomos nossos problemas na imprensa, a gente deve tentar resolver internamente e eu tenho essa postura, sempre tive. O que eu puder fazer para resolver os problemas, superar os problemas do PDT, internamente, pode ter certeza que eu o farei”, destacou Cid.

O senador deixou claro que está sendo procurado por membros do partido que o veem como uma solução para a crise interna, mas deixou claro que não disputa a presidência da sigla: ”Muita gente entende que eu sou a pessoa que pode ajudá-los nessa hora difícil, no qual filiados do partido, membros, vereadores, prefeitos estão passando. É desagradável pra mim, não estou pleiteando presidência, isso não é nenhum troféu”.

”O que eu quero é que o partido esteja bem! E que a gente compreenda que a nossa luta deve ser pra fora e não uma luta fraticida, um luta interna”, afirmou o parlamentar.

Segundo o pedetista a grande parte de parlamentares da agremiação está do seu lado, e lado este que busca a paz. ”Esse grupo que está aqui, representado 13 de 16 deputados estaduais, posso dizer, 6 de 7 deputados federais, 57 prefeitos de 59, esse grupo quer paz, quer olhar pra frente e virar a página das eleições. Tudo pode ser discutido na frente, inclusive a relação com o Governo Federal, com o Governo do Estado”.