Outro que criticou esse tipo de manifestação foi Carlos Felipe, que lamentou os episódios de violência que continuam ocorrendo pelo Brasil. Foto: ALCE

Muitos bolsonaristas da extrema-direita ainda estão nas ruas, próximos a quartéis do Exército e bloqueando algumas vias de cidades pelo Brasil, por não aceitarem o resultado das urnas. Esses atos golpistas foram temas de pronunciamentos na Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira (08).

O deputado Renato Roseno (PSOL) foi um dos parlamentares a lamentar a tentativa de um pequeno grupo de deslegitimar o resultado das urnas no segundo turno das eleições presidenciais. Ele repudiou o episódio ocorrido na segunda-feira (07), quando agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) ficaram feridos, durante operação de desbloqueio.

“Quero dizer que esses atos são de vandalismo daqueles que não aceitam o resultado das urnas. Aquilo não é manifestação. É desobediência à autoridade pública, lesão corporal ao agente da PRF e tentativa de homicídio”, afirmou. Ele também criticou a forma como que o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores conduziram o processo eleitoral.

“Foi a população que botou no segundo turno Lula e Bolsonaro e Lula ganhou. A maioria do povo brasileiro não quis Bolsonaro e o bolsonarismo. A extrema violência, o aparelhamento da máquina pública usaram uma indústria criminosa de fake news, plantaram um clima de violência e ódio na sociedade brasileira”, destacou.

Extremistas

Para o socialista, esses manifestantes extremistas precisam ser punidos, o que não foi sinalizado, até o momento, pelas forças de segurança. Outro que criticou esse tipo de manifestação foi Carlos Felipe (PCdoB), que lamentou os episódios de violência que continuam ocorrendo pelo Brasil.

“Desde antes das eleições estamos vendo episódios violentos. Pessoas atirando e batendo em eleitores só por causa da cor da camisa. É lamentável esse sentimento exacerbado de radicalismo e o Brasil nunca tinha passado por esse extremismo de ultradireita. É preciso desmilitarizar a política e despolitizar as ações militares”, defendeu.