
Baquit faz parte do grupo pedetista que esteve alinhado com a candidatura do PT no Ceará. Foto: Miguel Martins
Segue a crise no Partido Trabalhista Democrático (PDT) do Ceará, onde parte do grêmio está alinhada com Camilo Santana (PT) e Elmano de Freitas (PT) e outra, mais próxima dos pedetistas Roberto Cláudio e Ciro. De acordo com o deputado Osmar Baquit, do PDT, não existe mais possibilidade de unidade entre os membros do grêmio e a tendência é que haja um racha, que deve ser concretizado até o início dos trabalhos da próxima Legislatura, em fevereiro de 2023
“Eu sou sincero e não acredito em reconstrução do PDT. Não acredito porque quando o André (Figueiredo) colocou que vai ouvir os verdadeiros pedetistas, o Ciro, o Roberto Cláudio, e não cita aquele que tem mais influência, que é o Cid. Não está citando o presidente da Assembleia, que foi o deputado mais votado do PDT. Não vejo unidade nenhuma para o futuro do PDT”, disparou.
Segundo disse, o momento é ruim para o PDT “e só vai piorar”. De acordo com ele, existem dois grupos distintos no PDT, que até o momento, não dialoga entre si. “Vamos acabar com o teatro. Existe um grupo e outro. Isso está claro. Não tem como continuar dessa maneira. O que o (presidente nacional do PDT, Carlos) Lupi fez no Ceará, com aquelas declarções, já desagregou, começou por ali”, disse lembrando quando o líder pedetista declarou apoio ao nome de Roberto Cláudio durante escolha interna da sigla pedetista.
“Não vejo como unir”
“Não tem como unir mais. Você considera unir o Roberto Cláudio, com todo respeito que tenho a ele, com figuras antagônicas? O Lupi com esse grupo? Não vejo mais como unir isso”, afirmou. Questionado sobre a possibilidade de saída de parte do grupo do PDT, o parlamentar afirmou que isso pode acontecer somente no próximo ano.
“Não tem nada definido. Vamos conversar depois do segundo turno. Vem aí a posse do governador Elmano, e lá para fevereiro a gente começa a ouvir isso, sentado”, destacou. Pedetista aliado do governador eleito, Osmar Baquit disse que a gestão do petista será de continuidade do que foi feito por Camilo Santana e Izolda Cela. “Ele tem uma linha de processo político que não vai dar para trás”.
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