
Roberto Cláudio e Izolda Cela (abraçados a Camilo Santana) são os nomes mais prováveis do grupo governista ao pleito de 2022. Foto: Divulgação.
O programa O Blog do Edison Silva na Rádio Assunção Cearense começou hoje (27) destacando o noticiário político nacional na parte que trata da sucessão cearense. No jornal Folha de S.Paulo uma matéria detalhada fala da escolha do candidato a governador do grupo governista, enfatizando que os dois nomes com maiores probabilidades são: o da governadora Izolda Cela e do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio.
Cita ainda que Izolda é a preferida de petistas e do MDB e observa que a escolha do nome será somente em julho. É a mesma especulação feita por aqui. A propósito, nenhuma liderança do PDT, partido que irá indicar o nome ao Governo do Ceará, na aliança com PT e outras siglas, fala do assunto, pois tudo indica para a escolha do nome quando estiver próximo do prazo da realização das convenções partidárias.
A Assembleia Legislativa e a Câmara Municipal de Fortaleza fizeram sessões ordinárias na manhã desta quarta-feira (27). Os deputados votaram algumas matérias de interesse do Governo. Por seu turno, na Câmara, houve a não apresentação do recurso contra a decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que, recentemente, decidiu pela não instalação do processo disciplinar contra o vereador Ronivaldo Maia (PT), acusado de tentativa de feminicídio.
Seriam necessárias nove assinaturas para que o Plenário da Câmara recebesse o recurso. As mulheres vereadoras da Capital somam nove, o suficiente para garantir o recurso, mesmo neste momento que todos os caminhos levam a coibir os abusos e violência contra a mulher.
Também deve se registrar a movimentação de servidores na CMFor reclamando da cobrança do percentual de 14% para a Previdência Municipal dos servidores inativos, isto é, dos aposentados, embora isso seja uma exigência do Governo Federal, inclusive, este pune as administrações municipais que não adotarem a cobrança.
Além de prefeitos cearenses, como anunciamos neste programa, estão em Brasília na chamada “Marcha dos Prefeitos” uma centena de vereadores dos mais diversos municípios do Ceará, segundo anúncio de integrantes da própria associação dos edis. Segundo o apresentador do noticiário, é uma “patuscada” financiada pelo Poder Público. Cada um dos edis, para essa festa que começou terça-feira e terminou nesta quarta-feira (27), recebeu passagens e diárias do Orçamento da própria Câmara, e depois dirão que foi producente a viagem.
Mauro Filho (PDT), deputado federal pelo Ceará, em nome da equipe do presidenciável Ciro Gomes, em entrevista à Rádio CBN, falou sobre pontos do projeto econômico do pedetista. Ele destacou que no próximo mês de junho, o programa estará mais detalhado para ser discutido com a sociedade. Um dos pontos focados por Mauro foi em relação à reforma tributária, sobretudo para as grandes fortunas, as heranças e os ganhos do capital financeiro para que venham a pagar mais impostos, sob a alegação de que a maioria dos impostos pagos hoje no Brasil é cobrada sobre os bens de consumo.
N coluna política do jornal Estado de S.Paulo duas notas falam do interesse de Ciro em criar o Código Brasileiro do Trabalho: “O PDT de Ciro Gomes quer criar um Código Brasileiro do Trabalho em substituição à CLT, caso o presidenciável seja eleito. O novo código revogaria parte da reforma trabalhista e traria como principal novidade a inclusão do serviço público nas mesmas regras do setor privado. O tema é a aposta do partido na pré-campanha presidencial em maio, mês do trabalhador. Um dos desafios será mostrar como fazer a proposta prosperar, já que demandaria uma reforma mais ampla que a de Bolsonaro e que foi travada por pressão dos servidores”, cita.
O Senado Federal não esqueceu as “peripécias” de pastores evangélicos no Ministério da Educação, causa do afastamento do ex-ministro Milton Ribeiro. Uma comissão da Casa ouviu um prefeito que, com dinheiro do MEC, mandou editar bíblias com fotografias do ex-ministro.
O indulto ou graça concedida por Bolsonaro ao deputado Daniel Silveira (PTB/RJ) continua no centro do debate político, principalmente depois das manifestações dos ministros Alexandre de Moraes e Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, em decisões posteriores ao decreto presidencial, pedindo explicações a Bolsonaro e ao próprio parlamentar, que havia sido condenado a oito anos e nove meses de prisão e à perda do mandato, que, segundo Moraes, não é alcançada pelo indulto.
Para o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas/AL), como já houvera feito Rodrigo Pacheco (PSD/MG), presidente do Congresso Nacional, a cassação de mandato parlamentar só pode ser feita pelas casas congressistas.
Lula (PT), na terça-feira (26), manifestou-se a respeito do decreto do presidente Bolsonaro a Silveira depois de críticas feitas por Ciro Gomes dizendo que “o que silencia o ex-presidente é pelo fato dele vir a utilizar o mesmo instrumento para indultar alguns petistas condenados à prisão”. O ex-presidente, aliás, ironizou o indulto ou graça, fazendo crer que o presidente não sabia distinguir a graça que ele concedeu ao deputado Daniel, com a graça feita pelos humoristas.
Um grupo de juristas brasileiros está colaborando com o Senado na preparação de um projeto de atualização do Código Civil Brasileiro, quando o atual chega aos 20 anos, segundo ressalta o senador Rodrigo Pacheco.
O presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, fez um longo pronunciamento no Senado Federal num evento em homenagem ao seu avô, o economista Roberto Campos (1917-2001), um dos mais renomados do Brasil, que defendia a autonomia do Banco Central.
O Blog do Edison Silva na Rádio Assunção Cearense vai ao ar de segunda a sexta, das 11h45 às 12h15, logo após o programa “É Tempo de Bola”.
Assista ao programa desta quarta-feira (27/04):