Ciro Gomes é o nome pedetista ao Planalto. Foto: Agência Brasil.

A Assembleia Legislativa e a Câmara Municipal de Fortaleza realizaram sessões ordinárias nesta quarta-feira (06). Nos últimos dias do governo Camilo Santana (PT), os deputados votaram, de forma urgentíssima, algumas matérias de interesse do Governo, sem, ao menos, conhecerem o inteiro teor das propostas.

Terminada a fase do troca-troca de partidos, ao final da “janela partidária”, as atenções das lideranças políticas cearenses estão voltadas aos entendimentos na esfera nacional, sobre formação de federações partidárias ou mesmo coligações em candidaturas presidenciais, notadamente em relação ao compromisso dos dirigentes do Cidadania, MDB, PSDB e União Brasil em apresentarem apenas um candidato.

Estes grêmios conversaram com a senadora Simone Tebet (MDB/MS) e o ex-governador de São Paulo, João Doria, representando, respectivamente, o MDB e PSDB. O Cidadania não tem um nome.

O PDT tem sido chamado a participar desse grupo. Já houve até uma reunião entre dirigentes pedetistas com o presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar. A coluna política do jornal de Estado de S.Paulo, edição desta quarta-feira (06), reserva um espaço tratando da possibilidade do PDT integrar o grupo com Cidadania, MDB, PSDB e UB, sobretudo em razão da saída do ex-juiz Sergio Moro da disputa presidencial.

Aliás, Moro, que deixou o Podemos e filiou-se ao União Brasil, tem sido criticado por políticos do seu ex-partido, o Podemos, e por filiados do UB. Do Podemos as críticas devem-se a respeito do modo como deixou a agremiação, sem um entendimento prévio, depois dos investimentos feitos na sua pretensa candidatura presidencial. E no União por ter ingressado na sigla com o compromisso de ser lançado a deputado federal por São Paulo e, logo em seguida, dizer que não tinha abandonado a ideia de pleitear o Palácio do Planalto.

Por fim, a sigla pode até participar de conversas com o grupo que quer ter um nome único para enfrentar a polarização existente entre Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Mas, ao que parece, o PDT não abre mão da postulação de Ciro Gomes. 

Os deputados federais têm uma matéria difícil para votação, a que trata das Fake News. Ela é complexa. Se aprovarem o texto como está, a matéria ainda irá ao Senado, onde algumas alterações feitas pelos deputados desagradam aos senadores.

Foi promulgada a emenda de número 117 à Constituição Federal, determinando que “o montante do fundo de financiamento de campanha e da parcela do fundo partidário destinada a campanhas eleitorais, bem como o tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão a ser distribuído pelos partidos às respectivas candidatas, deverão ser de no mínimo 30%, proporcional ao número delas, e a distribuição deverá ser realizada conforme critérios definidos pelos respectivos órgãos de direção e pelas normas estatutárias, considerados a autonomia e o interesse partidário”.

O primeiro depoimento na CPI das Associações de Militares, instalada na Assembleia Legislativa do Ceará, na manhã de terça-feira (05), ouviu Cleyber Barbosa Araújo, atual presidente da Associação dos Profissionais de Segurança do Ceará (APS). A oposição cearense ficou irritada com as afirmações feitas pelo deputado Elmano Freitas (PT), ao fim do depoimento.

Na tarde desta quarta-feira (06), o vereador Sargento Reginauro (União Brasil), ex-presidente da APS, deveria ser o segundo a depor na CPI, mas sua oitiva foi adiada para a próxima terça-feira (12) pela manhã. Os integrantes do colegiado estão munidos de informações contra os depoentes, como demonstraram as perguntas feitas pelos deputados Elmano e Marcos Sobreira (PDT), no encontro da CPI das Associações de Militares.

Lula (PT) anunciou na terça-feira (05) que, na sexta-feira (08) receberá, oficialmente, do PSB, a indicação do nome do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para ser seu companheiro de chapa como candidato à vice-presidência da República. O ex-presidente também afirmou que levará o nome à consideração do comando do PT, acrescentando seu contentamento em ter Alckmin na chapa, pois, tanto ele, como o ex-tucano, seu antigo adversário político, mudaram.

O presidente Bolsonaro, na terça-feira (05), em mais uma oportunidade, voltou a ameaçar a democracia envolvendo as Forças Armadas.

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Assista ao programa desta quarta-feira (06/04):