Vereador Moura Taxista lembrou escândalos de corrupção envolvendo ministros do presidente Jair Bolsonaro. Foto: CMFor.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza, o vereador Carmelo Neto (PL) denunciou a existência de um suposto superfaturamento em compras feitas no Governo Camilo Santana (PT). Por não ter levado documentação comprovando a denúncia, o parlamentar foi rechaçado por aliados do ex-governador que lembraram a ele sobre os casos de corrupção em curso na gestão do presidente Jair Bolsonaro.

Em pronunciamento de pouco mais de cinco minutos, Carmelo afirmou que recebeu “uma denúncia anônima” de suposto faturamento na aquisição de veículos e notebooks. O parlamentar afirmou que a diferença de preço seria quase o dobro entre os produtos adquiridos e destacou que vai oficiar ao Ministério Público.

O primeiro a se posicionar contra o pronunciamento de Carmelo foi o vereador Moura Taxista (PSB), destacando que o ex-governador tem sido exemplo de transparência para o Brasil. Ele lembrou que o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi exonerado envolvido no escândalo de tráfico de madeiras, bem como Milton Ribeiro, da Educação, envolvido em casos de propinas pagas a pastores evangélicos e superfaturamento em compra de ônibus.

O senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, também foi citado pelo parlamentar ao lembrar da compra de mansão no valor de mais de R$ 6 milhões, com financiamento de 50% pelo Banco Regional de Brasília.

O vereador Guilherme Sampaio (PT) afirmou que o homem público deve exercer o papel de fiscalizar, mas com o cuidado de citar a fonte, apurar e entrar em contato com os órgãos auxiliares de fiscalização. “Não se fiscaliza ouvindo o galo cantar, com supostas denúncias, e trazendo à tribuna uma informação que lança suspeita a um Governo que é o primeiro lugar de transparência, segundo a CGU”, afirmou. O petista também lembrou os casos de corrupção envolvendo o Governo Federal que é apoiado por Carmelo Neto.

Danilo Ribeiro (Cidadania) também se posicionou sobre o tema e disse que o Governo Federal “é uma vergonha para nosso País”. “Nosso País era tido como diplomático, como neutro. E hoje é considerado como um país de chacota. Falavam tanto do Mensalão e criaram o Bolsolão. O ministro da Educação recebia vários pastores, com anuência do presidente Jair Bolsonaro, e negociava verbas em troca de barras de ouro”, disse.