
No Sudeste, Sul e Centro-Oeste, sobrepeso é o que chama mais atenção. Fonte:Fernando Frazão
A vulnerabilidade social faz com que crianças indígenas e de alguns estados do Nordeste, com até 9 anos de idade, apresentem média de altura menor que outras regiões do Brasil e abaixo da referência preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Essas são algumas conclusões de uma pesquisa que contou com participação de especialistas do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fundação Oswaldo Cruz da Bahia (Cidacs/Fiocruz Bahia).
Entre as questões que prejudicam o crescimento estão problemas na atenção à saúde, alimentação, elevado nível de doenças, baixo nível socioeconômico e condições ambientais inadequadas.
Tais dificuldades também fazem com que cerca de 30% das crianças brasileiras tenham sobrepeso ou estejam perto disso, o que mostra que crianças que crescem em situações de vulnerabilidade não estão protegidas do excesso de peso, mas expostas a fatores que comprometem o crescimento saudável.
O padrão de peso e altura da OMS para crianças até 9 anos baseia-se em curvas de crescimento (escore-z) que avaliam o desenvolvimento saudável.
O peso médio para meninos aos 9 anos de idade varia entre 23,2kg e 33,8kg, com altura de cerca de 124cm a 136cm, enquanto meninas pesam em torno de 23kg a 33kg e medem entre 123cm e 135cm.
Sobrepeso e obesidade
O estudo verificou também a prevalência de crianças que estão acima do peso e, entre essas, qual a porcentagem da população considerada obesa, a partir do indicador chamado Índice de Massa Corporal.
“Pode-se dizer que, em termos de peso, não há problema de subnutrição. Ao contrário, algumas populações, como do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, têm uma prevalência de sobrepeso bastante alta”, disse o pesquisador.
Fonte:Agência Brasil.

