Eduardo Girão cobrou medidas por parte do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

As recentes ações da Justiça contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), além das apreensões feitas ao pastor Silas Malafaia, gerou uma onda de posicionamentos de políticos em todo o Brasil. No Ceará, alguns parlamentares progressistas comemoraram as decisões, enquanto que bolsonarista voltaram a usar o termo perseguição para tratar do tema.

O deputado Renato Roseno (PSOL) afirmou que Silas Malafaia está “acostumado a enganar fiéis e tirar dinheiro das pessoas simples e incautas”, e é um bolsonarista “que se acha acima da Lei”. Segundo o socialista, o religioso vive a criticar a justiça por “não permitir que gente como ele siga cometendo crimes contra a democracia previstos em nossa legislação”.

A petista Larissa Gaspar (PT) pontuou que as mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) comprovam que o ex-presidente Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro agiram juntos pelo tarifaço. “Estão prejudicando a economia e o povo brasileiro para tentar coagir o STF a conceder a anistia para os golpistas! O Brasil é soberano, não vai ter anistia”, defendeu a parlamentar.

Por outro lado, o deputado André Fernandes (PL-CE) ironizou as decisões recentes da Justiça. “Imagina se o empenho para perseguir e vazar áudios fosse o mesmo para combater os verdadeiros criminosos no Brasil, como os que roubaram o dinheiro dos aposentados”, publicou em suas redes sociais.

“Esculhambação”

Para o senador Eduardo Girão (NOVO-CE), “todo o Brasil está de joelhos para salvar o ministro Alexandre de Moraes”. Segundo ele, o ministro do Supremo Tribunal Federal tem violado os direitos humanos globais, o que fez com que o magistrado fosse punido pela Lei Magnitsky. “Estamos a beira do caos econômico e social, mas a deterioração moral é pior ainda”.

“Agora a ditadura da toga passou a perseguir também líderes religiosos como Silas Malafaia, que tem toda a minha solidariedade”, disse Girão. Atual presidente do PL Ceará, o deputado Carmelo Neto afirmou que Malafaia foi punido por “supostamente usar a voz para deslegitimar o processo”. “Isso é uma esculhambação. Hoje pode ser com o Silas Malafaia, mas amanhã pode ser qualquer um, até você”, afirmou ele em vídeo.