Mota defende um nome que não esteja atrelado aos extremismos de esquerda e direita. Foto: ALECE

Cansado da polarização vigente no País desde as eleições de 2018, o deputado Felipe Mota (União) desabafou na tribuna do Plenário 13 de Maio, na manhã desta quarta-feira (11), ao repudiar ações extremistas da esquerda e da direita no espectro político brasileiro. Segundo ele, para 2026, nem Lula e nem Bolsonaro deveriam estar nas urnas, mas um nome de conciliação.

Na avaliação do deputado, apesar de ser um Governo de coalizão, a gestão do Partido dos Trabalhadores pouco se empenhou para mudar o quadro de extremismos no Brasil. De acordo com ele, baseado em pesquisas de intenção de votos, “o Governo Lula já acabou”, restando aos ministros apenas aeronaves da FAB para visitar seus colégios eleitorais.

Mota destacou que o extremismo político impede o desenvolvimento do Brasil, uma vez que o modelo de governo defendido pela extrema-direita e extrema-esquerda não serve mais. “O extremismo está acabando com o nosso País. Achata a população, achata a geração de emprego. Estão estrangulando nossa economia com o discurso baixo e não saímos do lugar”.

“Lula já deu sua contribuição por três vezes e, se Deus quiser, nunca mais teremos Bolsonaro à frente do País. Precisamos de um projeto com espírito público e responsabilidade, onde exista respeito entre os três poderes e, principalmente, diálogo. Está tudo invertido, e o povo não suporta mais. O povo quer emprego, quer segurança, quer saúde e, enquanto estivermos propagando essa polarização errônea, a economia será cada vez mais prejudicada”, defendeu.

O deputado De Assis Diniz (PT) não gostou de ter o nome do presidente Lula associado à extrema-esquerda, destacando que ha uma diferença na conduta do líder petista com a do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Veja o diálogo que há em todos os âmbitos. Lula venceu cinco eleições e pode estar num momento de encruzilhada histórica, mas comparar com a extrema-direita é inaceitável. O depoimento de Bolsonaro ontem, sim, é o retrato do desrespeito e desprezo de um político com as instituições. Compare a postura de ambos na mesma situação”.

Felipe Mota, por sua vez, afirmou que o discurso empreendido pelos petistas de que o outro lado é “fascista” também é uma característica a extrema-esquerda. Ele ainda ironizou o colega, salientando que se o PT quiser ficar com algo que fique com o Governo do Estado, pois o Governo Federal já teria perdido.