
Dra. Silvana critica conteúdo que faz apologia ao tráfico de drogas em material de programa escolar. Foto: ALECE
Depois de destacarem problemas na área da Saúde, a Educação foi outro ponto tratado pelos deputados da bancada de oposição durante a semana na Assembleia Legislativa. Questões relacionadas à estrutura de equipamentos escolares e precariedade no ensino foram alguns dos temas levados à tribuna do Plenário 13 de Maio.
O deputado Queiroz Filho (PDT), por exemplo, denunciou que indicações para cargos importantes na Educação estariam sendo politizados e não sendo feitos mais por méritos, o que em sua avaliação estaria refletindo em uma piora nos índices educacionais. Segundo afirmou, há indicações políticas para Credes e Distrito de Educação em todos os territórios do Estado.
“O que foi construído com muito esforço se acaba num instante. Tivemos o episódio lamentável da merenda escolar. E agora o desempenho de cada unidade da federação. Nós vemos no MEC como vem caindo o desempenho em redação dos alunos cearenss. O Ceará conseguiu em 2023 ser o penúltimo lugar”, disse o pedetista.
Em Ciências Humanas, conforme informou, o Ceará figurou nos quatro últimos lugares. “O que a gente lamenta é que a ocupação dos cargos começou a produzir esses números. A gente chama a atenção e cobra pra isso não acontecer com a educação do Ceará”, lamentou.
Na mesma pegada de cobranças, o deputado Antônio Henrique (PDT) chamou a atenção para a situação de escola no bairro Presidente Vargas, em Fortaleza. Conforme informou, os alunos têm cobrado a presença de parlamentares para averiguar a situação do equipamento.
“Quase todas as salas estão sem ar-condicionado. O elevador não funciona. Todos os banheiros quebrados. O governador deu ordem de serviço para a construção de 39 novas escolas, mas não fala das escolas que estão na precariedade. Estarei na tribuna fazendo meu papel. Não adianta fazer propaganda”, disparou.
Já a deputada Dra. Silvana (PL) vem reclamando de questões de comportamento levados às escolas. A parlamentar cobrou esclarecimentos sobre suposta apologia a transexualidade em livros para crianças, e nesta semana reclamou de música que, segundo ela, faz apologia ao tráfico de drogas. A canção, do rapper baiano Baco Exu do Blues, faz parte de um programa educacional do Governo do Estado.