
Deputado estadual Heitor Férrer (UB) na tribuna da Asseembleia. Foto: Alece.
O deputado estadual Heitor Férrer (União Brasil) chama de “gravíssimas” as denúncias divulgada pelo Ministério Público do Ceará de que um parlamentar (não apresentou o nome) da Assembleia Legislativa do Estado – Alece é investigado sob suspeita de participar de esquema de repasse de salários de assessores para pagamento de dívida feita por ele a um advogado que atua como agiota. Mais um caso de “rachadinha”, muito conhecido nos gabinetes dos políticos.
“Se a matéria está sob sigilo, não era para ter publicado. Teria que aguardar todas as investigações para chegar a um nome e divulgar à imprensa e ao estado como um todo. Sem o nome fica a suspeição sobre todos os deputados”, apontou Heitor em vídeo postado nas suas redes sociais. Na Alece tem 46 deputados.
Maracanaú
A ação do MP, por meio da Procuradoria de Justiça dos Crimes contra a Administração Pública (Procap), contou com apoio da Polícia Civil e foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas residências de servidores e ex-servidores localizadas nos municípios de Fortaleza e Maracanaú, resultando na apreensão de celulares, computadores e documentos que irão subsidiar as investigações conduzidas pela Procap.
“Isso é inaceitável. Portanto, que tem que dar nome aos bois já que a matéria foi divulgada”, defendeu ainda Heitor Férrer.
Como cita o MP na matéria divulgada, foram objeto de busca residências em Fortaleza e no município de Maracanaú. Vale lembrar que 2022 três deputados obtiveram as maiores votações nessa cidade da Região Metropolitana de Fortaleza: Firmo Camurça (UB) obteve 26.901 votos, seguido de Júlio César Costa Lima Filho (PT) com 17.016 sufrágios, e Lucinildo da Frota Brito com 9.568 votos. Demais candidatos a deputados, que também foram votados em Maracanaú e se elegeram, tiraram menos de 5 mil votos. Firmo Camurça, Júlio Cesar Filho e Lucinildo têm residências em Maracanaú.