Não acreditava em tamanha degeneração social de um povo num país tão rico. Uma brasileira presente confessou-lhe já ter sido vítima de tal furto. A questão a ser enfrentada é como chegamos nesse nível de deterioração e o que fazer para reverter esse quadro tão vergonhoso para todos.
A primeira constatação irrefutável é que nossos governantes, sem exceção, falharam na educação do povo. Deixaram de oferecer bons exemplos para jovens em formação, desestimulando-os da compulsão pela subtração da coisa alheia.
Gastaram uma exorbitância de dinheiro público em publicidade oficial, sem nenhum caráter educativo. Ou seja, desperdiçaram a oportunidade de contribuir com a educação das crianças, estimulando-as ao cultivo da empatia e da solidariedade, para desestimulá-las de subtrair os bens alheios.
Quem nada fez para reduzir a criminalidade vexatória de nossas cidades, deveria ter vergonha de exercer ou ter exercido o poder em nome do povo. O passado está irremediavelmente perdido.
Aos novos governantes, que tomarão posse em janeiro, fica o grande desafio de investir todas as energias e criatividade na educação, garantir efetivo caráter educativo à propaganda institucional e formular políticas públicas para reverter essa situação vexatória de ninguém poder andar com um celular na rua.
Essa indesejável situação social não é praga do inferno. É consequência do desapreço de nossos gestores, que fazem o Brasil como um todo passar vergonha no mundo, por não garantir aos seus cidadãos sequer a tranquilidade para tomar um banho de mar sem risco de ser assaltado na praia.
Autor de diversos livros entre os quais O Direito e o comprovante impresso do voto, Ética na Política e Distorções do Poder
