
Amigo da vítima, Dr. Aloísio cobrou mais empenho das autoridades. Foto: ALCE
Os assassinatos de dois políticos filiados ao Partido Liberal (PL), e que faziam oposição a gestões petistas no Ceará, voltaram a ser tema de embates na Assembleia Legislativa, na sessão plenária desta quinta-feira (16). O deputado Dr. Aloísio (UB) cobrou maior empenho da Polícia Civil para a elucidação do crime envolvendo a morte do suplente de vereador Erasmo Morais, executado com 47 tiros, no Crato, na Região Metropolitana do Cariri. Ontem o deputado dizia estar ameaçado de morte, segundo afirmou, em plenário, o deputado Felipe Mota.
“Não tenho formação em segurança pública, sou educador, mas sei que um crime onde 47 tiros são disparados, destes, 36 de fuzil, é um crime grave e que precisa ser esclarecido”, defendeu o parlamentar, que cobrou a instalação de uma força-tarefa para elucidação do caso.
Segundo disse, há um temor por parte de outros pretensos candidatos no Município diante do crime ocorrido contra Erasmo, e que essa sensação de insegurança só diminuirá quando o crime for elucidado. “Não faço politização, ainda mais porque Erasmo Morais era meu amigo. Peço apenas a investigação. A situação no Crato está grave. Os pré-candidatos estão assustados e com medo de denunciar qualquer fato”, assinalou.
Sargento Reginauro e Felipe Mota, também membros do União Brasil, cobraram mais empenho por parte da Polícia. Reginauro destacou que o Ceará não pode retornar à época da pistolagem. Em defesa do prefeito do Crato, Zé Ailton Brasil, o deputado Osmar Baquit (PDT) destacou o empenho do petista em elucidar o caso, inclusive, mantendo contato com a Secretaria de Segurança Pública para saber o andamento das investigações.
Conforme informou, a medida visa evitar qualquer tipo de ilação envolvendo o nome do gestor municipal, que era criticado pela vítima. “Mais que isso, ele ligou para o governador Elmano. Eu digo isso porque eu tive uma conversa com o prefeito”.
Crime
O pedetista destacou que ilações políticas foram feitas por opositores do prefeito, querendo atribuir o assassinato à crime político. “Em um primeiro momento foram feitas ilações como se a pessoa tivesse feito uma crítica à Prefeitura e, em função disso, tivesse sofrido uma represália”, destacou.
“Tem que se apurar todas as vertentes, não só a vida política. Saber se o crime tem a ver com pistolagem política, com questões pessoais, se é ressaca de outras coisas. Tem que apurar e tem que punir os responsáveis”, afirmou. Fernando Santana (PT) corroborou com Baquit e disse que o prefeito do Crato “sempre respeitou seus adversários políticos, pois isso é da democracia”.