
Somando as bancadas pedetistas da Assembleia Legislativa, Câmara Federal e Câmara de Fortaleza, é nítida a vantagem de Roberto Cláudio sobre Izolda Cela. Foto: Reprodução/Instagram
Que a base governista no Ceará está rachada, isso não é mais novidade. Basta ver os inúmeros posicionamentos de integrantes do grupo nos últimos dias, alguns, inclusive, beirando o ataque pessoal. O processo de rompimento, porém, tem sido percebido entre os pedetistas, que de um lado defendem o direito de Izolda Cela à reeleição, e do outros acreditam que Roberto Cláudio é o nome que garantirá a permanência do atual grupo político no comando do Poder Executivo no Ceará.
Ainda no fim de semana, uma nota em apoio ao nome de Izolda Cela foi assinada por alguns deputados estaduais, dentre os quais os pedetistas Bruno Pedrosa, Jeová Mota, Osmar Baquit, Oriel Nunes, Romeu Aldigueri, Salmito Filho e Tin Gomes. Não assinaram os também membros do PDT Marcos Sobreira, Evandro Leitão, Guilherme Landim, Antônio Granja, Sérgio Aguiar e Queiroz Filho.
Na bancada federal, a tendência é que a vantagem de Izolda seja menor, visto que somente Idilvan Alencar tem declarado apoio à ela. André Figueiredo, Pedro Bezerra, Leônidas Cristino, Eduardo Bismarck e até o pré-candidato Mauro Filho devem se alinhar ao nome de Roberto Cláudio.
Na Câmara de Fortaleza, a totalidade dos 13 vereadores, entre suplentes e titulares, é favorável ao nome do ex-prefeito da cidade, alguns deles, inclusive, se posicionando nas redes sociais contra Izolda Cela. O grupo do PDT da Casa é formado por Antônio Henrique, Gardel Rolim, Enfermeira Ana Paula, Adail Junior, Carlos Mesquita, Didi Mangueira, John Monteiro, Júlio Brizzi, Lúcio Bruno, Paulo Martins, Renan Colares, Raimundo Filho, Elpídio Nogueira.
O levantamento demonstra que o ex-prefeito tem uma vantagem considerável sobre a governadora quando se leva em consideração a preferência dos pedetistas. Além dos já citados, o presidenciável Ciro Gomes e o presidente da executiva nacional Carlos Lupi não escondem a preferência por Roberto Cláudio.
Todo o imbróglio entre os pedetistas teve início e março, quando o prefeito de Fortaleza José Sarto declarou, publicamente, pela primeira vez, apoio à pré-candidatura de Roberto Cláudio ao Governo do Estado. Em seguida, diversos vereadores da Capital cearense seguiram o chefe do Executivo Municipal e também se posicionaram a favor do nome do ex-gestor. Na ocasião, o vice-presidente da Câmara, Adail Júnior (PDT), chegou dizer que Izolda Cela era petista, visto que muitos parlamentares do partido aliado passaram a declarar apoio à governadora.

Em seguida, o líder do PT, José Nobre Guimarães, apoiado por lideranças petistas locais, defendeu o nome de Izolda Cela à reeleição, destacando que o seu partido não iria aderir a qualquer projeto com o PDT. Há pouco mais de um mês, no dia 15 de junho, os pedetistas realizaram um encontro que tinha como objetivo demonstrar a unidade partidária, e o que aconteceu foi justamente o contrário. Após o evento, o presidente da Assembleia Legislativa, Evandro Leitão, criticou a postura do presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, em uma clara demonstração de apoio ao nome de Roberto Cláudio.
Problemática
De lá pra cá, a crise interna entre petistas se intensificou cada vez mais. O senador Cid Gomes, que sempre esteve a frente do processo de discussão dos nomes de seu grupo para determinados cargos, esteve totalmente avesso a essas discussões, cabendo ao presidenciável Ciro Gomes e ao presidente estadual da sigla, o deputado federal André Figueiredo, buscarem um denominador comum para resolver a problemática.
Uma pesquisa de intenção de votos chegou a ser realizada e publicada pelo PDT, colocando Roberto Cláudio com 10 pontos de vantagens à frente de Izolda Cela em um confronto contra o principal nome da oposição, o deputado federal Capitão Wagner. No entanto, a governadora aparece com a menor rejeição entre os principais nomes na disputa. A amostragem, porém, intensificou ainda mais o acirramento entre pedetistas que apoiam os nomes de Izolda e Roberto Cláudio.