Dados do Ministério da Saúde revelam crescimento na taxa de detecção do HIV, principalmente entre jovens de 15 a 29 anos, bem como as da sífilis e das hepatites virais, outras Infecções Sexualmente Transmissíveis. Foto: Reprodução/Câmara Federal

Na noite de hoje (1º), a cúpula do Congresso Nacional será iluminada de vermelho para lembrar o Dia Mundial de Luta contra a Aids, que é celebrada desde 1988. A iluminação permanecerá até o dia 15 de dezembro. Foi solicitada pelo deputado Alexandre Padilha (PT/SP), vice-líder do partido, e pela deputada Sâmia Bomfim (PSOL/SP), líder do partido.

Como parte das atividades relativas à campanha, haverá ainda, neste terça-feira, das 18h30 às 22 horas, a projeção de frases alusivas ao tema na fachada do Anexo 1 da Câmara dos Deputados, organizada pela liderança do PSOL.

Prevenção

A campanha nacional Dezembro Vermelho foi instituída em Lei 13.504, de 2017 para prevenção ao HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Prevê a iluminação de prédios públicos com luzes de cor vermelha; a promoção de palestras e atividades educativas; a veiculação de campanhas de mídia e a realização de eventos.

A lei estabelece que as atividades sejam realizadas por meio de parcerias entre o poder público e organizações nacionais e internacionais que atuam na área, seguindo as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Sobre a doença
Dados do Ministério da Saúde revelam crescimento na taxa de detecção do HIV, principalmente entre jovens de 15 a 29 anos, bem como as da sífilis e das hepatites virais, outras Infecções Sexualmente Transmissíveis. A terminologia passou a ser adotada em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção mesmo sem apresentar sintomas da doença.

A Aids (sigla em inglês para Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é causada pelo HIV,  vírus da imunodeficiência humana, que ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças.

Ter o HIV não é a mesma coisa que ter Aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas ou desenvolver a doença, mas podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não tomam os devidos cuidados. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

O incentivo ao diagnóstico e ao início precoce do tratamento, antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas da doença, tem sido uma estratégia adotada para reduzir a mortalidade relacionada ao HIV. O tratamento das pessoas com ISTs melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento, diagnóstico e tratamento são gratuitos nos serviços de saúde do SUS.

Fonte: Câmara dos Deputados