Diretora do Senado apresenta desafios das emissoras públicas de rádio/TV na manutenção de suas audiências - Blog Edison Silva

Diretora do Senado apresenta desafios das emissoras públicas de rádio/TV na manutenção de suas audiências

Érica Ceolin é diretora da Secretaria de Comunicação Social do Senado Federal (Secom). Foto: Agência Senado.

A diretora da Secretaria de Comunicação Social do Senado (Secom), Érica Ceolin, apresentou nessa quinta-feira (05), aos participantes do 2º Fórum Nacional de Radiodifusão, os desafios das emissoras públicas de rádio e TV para se manter e aumentar a audiência no cenário atual de inovação digital. Ela foi uma das palestrantes do seminário organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Érica debateu o tema juntamente com o diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), general Luiz Carlos Pereira Gomes; a diretora da TV Câmara, Alessandra Anselmo; e a coordenadora de Jornalismo da TV Justiça, Mayrluce Villela.

“Esse desafio é enorme, porque os canais da União, de interesse do público, lidam com os limites orçamentários e legais. Para a gente é mais difícil fazer a transposição para o mundo virtual e atender o cidadão. A gente está aqui hoje trazendo as nossas demandas, aprendendo, para defender a democracia, levar o interesse da informação e combater as notícias falsas, de uma forma moderna em favor do cidadão”, disse Érica.

A diretora apontou a necessidade de vencer as barreiras orçamentárias e as disposições legais para garantir às emissoras públicas o avanço tecnológico. Fato positivo, afirmou Érica, foi a garantia da multiprogramação, possível com o compartilhamento de um canal. Segundo ela, o recurso vem assegurando a expansão da rede legislativa ao possibilitar a divisão dos custos de instalação e manutenção das emissoras nos municípios entre a TV Senado, a TV Câmara e as emissoras estaduais e municipais, que compartilham o canal.

Também reduziria os custos de funcionamento, afirmou a diretora, a reavaliação das taxas cobradas pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), referentes aos direitos autorais, das emissoras públicas de rádio e TV.

Internet

Outra reivindicação, segundo a diretora da Secom do Senado, é garantir o must carry dos canais púbicos nos provedores da internet. Ou seja, a exemplo do que ocorre nos serviços de TV a cabo, as empresas de telecomunicação transportariam, sem desconto na franquia de dados do usuário, os canais obrigatórios da União. “Ao permitir o must carry das emissoras públicas na internet, a norma vai ao encontro do artigo da Constituição que tornou o acesso à informação um direito fundamental”, disse Érica.

No Senado, afirmou Érica, esses temas vêm sendo discutidos e são levados em conta nas compras para atualização tecnológica da Rádio e da TV Senado, que precisam se adaptar para levar ao cidadão informação precisa. “A produção muda também, porque eu vou ter que conversar numa linguagem ágil, de forma que eu possa estar na internet como o consumidor, o telespectador gosta de ouvir. Eu mudo minha forma de levar a informação. Eu mudo a forma de falar a informação, porque as opções hoje são diversas”, apontou a diretora.

Érica defendeu a transparência de uma comunicação que fale com o cidadão de forma objetiva, plural e moderna. Esse é o princípio, disse a diretora da Secom, capaz de garantir a sobrevivência das consignações da União na atualidade, mesmo em um cenário alterado pela convergência tecnológica.

Audiência

O general Luiz Carlos Pereira Gomes apresentou dados que mostram o crescimento da audiência e leitura nos veículos da EBC, como as emissoras de rádio e TV e a Agência Brasil. O foco do trabalho da empresa, afirmou, é no cidadão e na credibilidade da informação. Segundo ele, os veículos e serviços da empresa “não têm obrigação de dar furo”.

O alcance das emissoras da Câmara foi destacado pela diretora da TV da instituição, Alessandra Anselmo. A Rádio Câmara, por exemplo, disse, está presente em 11 cidades. E houve, nos últimos anos, mudança no perfil dos telespectadores da TV. Em 2014 e 2015, a maioria deles era da classe A. Em 2019, da classe C. Ela falou também da perda de audiência com a migração para o YouTube e redes sociais.

Para a coordenadora de Jornalismo da TV Justiça, Mayrluce Villela, é importante lembrar, especialmente com as fake news (notícias falsas), que as emissoras oficiais são fonte primária de informação. E o que garante a audiência, afirmou, é o alcance do sinal e um bom conteúdo. Mayrluce também ressaltou que a TV Justiça é a primeira emissora no país a transmitir 24 horas pelo Twitter.

Com informações da Agência Senado.

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