Cenário de incertezas motiva recuo da economia - Blog Edison Silva

Cenário de incertezas motiva recuo da economia

O Indicador de Incerteza da Economia, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 0,2 ponto de janeiro para fevereiro deste ano, chegando a 111,3 pontos.  O recuo foi influenciado pelo seu componente de mídia, baseado na frequência de notícias com menção à incerteza nas mídias impressa e online. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (28).

Já o componente de Expectativa, construído a partir da média dos coeficientes de variação das previsões dos analistas econômicos, avançou 10,7 pontos no mesmo período o que evitou queda maior do indicador.

Segundo o estudo, o principal fator que contribui para tal patamar é a incerteza quanto às negociações da reforma da Previdência no Congresso. A tendência é que o indicador se mantenha nesse nível até que se tenha mais clareza quanto à questão.

Confiança empresarial recua 0,7 ponto após quatro altas consecutivas

A FGV também apontou que o Índice de Confiança Empresarial (ICE) registrou baixa de 0,7 ponto de janeiro para fevereiro e atingiu 97 pontos. A queda ocorreu depois de quatro altas consecutivas do indicador, que mede a confiança dos empresários da indústria, serviços, comércio e construção.

O Índice de Situação Atual, que mede a confiança dos empresários no momento presente, subiu 0,9 ponto. Com essa, que foi a quinta alta consecutiva, o subíndice chegou a 92,2 pontos, o maior nível desde junho de 2014.

Por outro lado, o Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, caiu 1,5 ponto, depois de avançar por sete meses seguidos, fechando fevereiro em 101,7 pontos.

Dos quatro segmentos analisados, apenas a indústria teve alta (0,8 ponto, para 99 pontos). Os demais tiveram queda: comércio (-3,8 pontos, para 100 pontos), construção (-0,4 ponto, para 85 pontos) e serviços (-0,7 ponto, para 96,5 pontos).

Segundo o pesquisador Aloisio Campelo Jr., o resultado “sustenta a tese de que, passado o período de lua de mel com o novo governo, a retomada da confiança empresarial será limitada enquanto os níveis de incerteza econômica permanecerem elevados”.

Com informações da Agência Brasil.

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