A Ruthmar, que faz parte da base do prefeito, sentou na cadeira do opositor Márcio Martins. Foto: Ascom/CMFor

Ex-vereadora de Fortaleza e suplente da coligação PR/SD, a vereadora Ruthmar Xavier (PL) tomou posse, na manhã desta quinta-feira (12), na Câmara Municipal. Esposa do ex-vereador Machadinho Neto, a parlamentar era o segundo nome na fila dos suplentes, mas Daniel Borges abriu mão do mandato de quatro meses.

Ruthmar ficará atuando no Legislativo de Fortaleza até o próximo ano, e aumentará o coro de aliados da base governista do prefeito Roberto Cláudio. Ela assume, justamente, no lugar de um dos principais opositores da gestão, o vereador Márcio Martins (PROS), que se licenciou para tratar da saúde.

Martins teria sido acometido por uma pneumonia bacteriana, e necessitou de um prazo maior para sua recuperação. Com a chegada de Ruthmar, sobe para 38 o número de parlamentares alinhados às pautas do Governo Municipal, pelo menos até o fim do ano, quando as matérias mais polêmicas são colocadas em pauta.

O vereador Plácido Filho, do PSDB, já não é considerado mais como um parlamentar 100% de oposição, visto que já participou, inclusive, de diversos eventos da base ao lado do prefeito Roberto Cláudio. Para o líder do Governo na Casa, Ésio Feitosa (PDT), não dá para dizer que o tucano faz parte da base, visto que o seu partido, em nível municipal é oposição. Mas os gestos falam por si.

Recentemente, a vereadora Larissa Gaspar (PT), que tinha uma atuação de independência, resolveu ingressar no Partido dos Trabalhadores, aumentando o número de opositores ao prefeito na Casa. Com a chegada de Ruthmar, porém, fazem parte da bancada de oposição, além de Larissa, os petistas Ronivaldo Maia e Guilherme Sampaio, assim como Julierne Sena (PROS) e Sargento Reginauro (sem partido).

Eu lamento se ela votar nas matérias absurdas do prefeito, mas o partido dela é da base e o mandato, agora, é dela”, disse Márcio Martins ao Blog do Edison Silva. O titular do mandato não pode cobrar qualquer postura da suplente, que passa a ter autonomia de seus atos pelos próximos quatro meses.