
Reginauro confirma que Capitão Wagner deve mesmo comandar a federação no Ceará. Foto: Blog do Edison Silva
A Federação União Progressista no Ceará tem se apresentado pouco unida e muito menos progressista, se for levar em consideração que a quase totalidade de seus membros se autodenomina conservadora e de direita. Outro problema enfrentado no grupo diz respeito àqueles que estão incomodados com a possibilidade de deixarem a base do Governo Elmano de Freitas e apoiarem uma eventual candidatura de oposição.
Atualmente, tanto na Assembleia Legislativa quanto na Bancada Cearense na Câmara dos Deputados, alguns quadros são aliados de primeira hora da gestão, inclusive, com cargos no Governo e votando com a base no Legislativo. Os integrantes do Progressista, por exemplo, apoiam o Executivo Estadual desde o início, assim como alguns membros do União Brasil, como Firmo Camurça, Fernanda Pessoa e Moses Rodrigues.
No entanto, o controle da super federação deve ficar sob o comando de Capitão Wagner, atual presidente do União Brasil e um dos principais opositores do Governo Elmano de Freitas. De acordo com o deputado Sargento Reginauro, líder do União Brasil na Assembleia Legislativa, o sentimento que ficou claro em Brasília, durante a assinatura de oficialização da federação, foi de que o partido fará oposição noCeará, assim como em todos os estados brasileiros em que o Partido dos Trabalhadores esteja no comando da administração pública.
Segundo ele, a fala posterior do presidente Lula sobre ministros de PP e União Brasil corroborou para aflorar o sentimento de oposição das lideranças desses partidos. “Não tem como o Ceará ser um capítulo a parte. Ele faz parte desse projeto. O Ciro Nogueira e o Antônio Rueda acolheram bem o Roberto Cláudio, o Ciro Gomes e o Capitão Wagner, disseram que precisam do apoio do Nordeste”.
“Está mais do que claro que estaremos na oposição. Temos um líder que é a grande promessa e que conduzirá a federação. Ainda está em processo de questões burocráticas para a nomeação do Capitão Wagner”, pontuou o parlamentar.
Infidelidade
Ainda de acordo com ele, uma vez sendo bloco de oposição, e tendo uma candidatura à presidência da República, fica impossível aos membros do União Brasil ou PP fazerem campanha para candidato da base governista. Questionado sobre o que pode acontecer com aqueles que tenderão a ficar alinhados com a candidatura do Governo, Reginauro afirmou que esses parlamentares terão que dar um rumo às suas vidas políticas.
“Não temos cultura de expulsar ninguém, mas não teremos condições de ter dentro da federação alguém fazendo campanha contra nosso candidato e favor de candidato do Governo. Isso é crime eleitoral, infidelidade partidária. Não há como ficar e não apoiar o projeto que estamos construindo”, destacou Sargento Reginauro.