Priscila Costa defende diálogo, mas afirma que PL será decisivo na escolha do nome para o Governo do Estado. Foto: Blog do Edison Silva

Apesar de alguns quadros da oposição defenderem o nome de Ciro Gomes (PDT) como candidato ao Governo do Estado pelo grupo, a ideia não é unanimidade, principalmente, por divergências dentro do Partido Liberal (PL). De acordo com a líder da oposição na Câmara Municipal de Fortaleza, a vereadora Priscila Costa (PL), a legenda segue discutindo com outras agremiações, mas até o momento não abre mão de lançar o nome que vai encabeçar a chapa oposicionista.

Priscila é vereadora de Fortaleza, mas atuou durante quatro meses como deputada federal na Câmara dos Deputados, e sempre teve como objetivo assumir uma das 22 cadeiras da Bancada Cearense na Casa Legislativa. No entanto, segundo afirmou, seu nome foi colocado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e pelo presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, como pré-candidata ao Senado da República.

Outro quadro do partido defendido para o cargo é o deputado Alcides Fernandes (PL), pai do deputado federal André Fernandes (PL-CE), que passará a comandar a legenda no Ceará. “O ponto mais forte do PL é que temos nomes disponíveis que querem cumprir a missão. Temos colegas vereadoers que vão integrar a chapa estadual e federal, além de arranjos na majoritária que vão exigir muito diálogo, maturidade e avaliação do cenário nacional e como isso vai se refletir no Estado”, disse.

Conforme lembrou, o PL deixou uma marca nítida no pleito de 2024 em Fortaleza, com a ida de André Fernandes para o segundo turno das eleições, o que em sua avaliação deve ser refletido para o pleito do próximo ano. “Entendemos que vamos ter um papel importante, talvez definidir, para quem vai ser o candidato ao Governo do Estado, ao Senado e a vice-governador”.

A vereadora avalia com bons olhos o nome do senador Eduardo Girão (NOVO) para a disputa estadual no Ceará, e afirma já tê-lo convidado para ingresso no Partido Liberal. “Ele vem abraçando causas no cenário nacional e tem experiência de gestão e no Congresso Nacional. Hoje, o PL se coloca como um partido que quer lançar chapa própria, que quer lançar a cabeça de chapa. Esse é o nosso posicionamento”, afirmou.

União

Sobre nomes de aliados da bancada oposicionista como Roberto Cláudio (sem partido) e Ciro Gomes, Priscila defendeu um diálogo com os demais partidos que compõem o bloco, inclusive, com o NOVO, que segundo defendeu, “é um aliado de primeira hora”. “Não descartamos a possibilidade de construirmos um nome ouvindo a todos. Agora, o PL, a nossa posição é de não abrir mão de que o candidato seja do PL”.

Segundo disse, a bancada de oposição na Câmara de Fortaleza nem chegou a debater sobre o nome de Ciro Gomes, que tem sido sondado por outras lideranças do grupo. “Semana passada a gente não sabia nem onde estava o União Brasil, se a federação aconteceria ou não. O Ciro não deixou claro se tem interesse em ter seu nome lançado. Por falta de solidez nesse cenário, é algo que a gente ainda não avaliou. Sabendo que para tomar essa decisão, vamos precisar de muito diálogo e muita maturidade também”.