
Tema foi abordado na tribuna da Assembleia Legislativa. Foto: ALECE
Deputados da Assembleia Legislativa destacaram, em pronunciamentos, problemas relacionados ao Instituto de Saúde dos Servidores do Estado do Ceará (ISSEC). O deputado Sargento Reginauro (União) afirmou ter dado entrada em ofícios direcionados ao Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e à Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa para que sejam tomadas providências em relação aos serviços de maternidade que deveriam ser oferecidos pelo órgão.
Segundo informou, servidoras públicas militares e civis do Estado estão, no momento, sem acesso aos serviços de obstetrícia, que deveriam ser disponibilizados pelo Instituto. Segundo a denúncia, não há nenhuma maternidade credenciada pelo ISSEC para atender as gestantes”.
O parlamentar recebeu denúncia na quarta-feira (23) de uma militar que se queixa de dores de parto e que teve como resposta do ISSEC a informação de que o órgão está resolvendo o problema de cadastramento de novas clínicas. “Enquanto o ISSEC não resolve esse problema, essa mãe vai ficar aguardando? Isso é um crime da administração pública contra as nossas servidoras. Espero que as autoridades competentes comprem essa briga e não permitam que o Estado deixe servidoras gestantes sem serviços de saúde para terem seus filhos”.
“Lamento que isso tenha que acontecer e que essas mulheres tenham que passar por isso, com servidoras tendo que passar por constrangimentos dessa natureza”, lamentou Reginauro.
Corroborando com o colega, a deputada Dra. Silvana (PL) sugeriu que as servidoras afetadas recorram ao Poder Judiciário para exigir os seus direitos. “O ISSEC é gerido de uma forma atabalhoada. É muito grave o que acontece. Sugiro que elas entrem na Justiça pelo direito de serem ressarcidas em seus prejuízos”, disse.
Outro que demonstrou preocupação com os serviços prestados pelo órgão foi o deputado Heitor Férrer (União). Segundo ele, denúncias mostram que há atrasos nos pagamentos aos médicos credenciados no órgão, o que seria o principal motivo da crise no atatendimento. Férrer afirmou que existem casos em que os profissionais só receberam pelos procedimentos realizados oito ou até dez meses depois.
“O profissional não aguenta. Ele abandona o plano. E o prejuízo é para o paciente, que perde o médico com quem já havia criado confiança”. Ele solicitou que o líder do Governo, o deputado Guilherme Sampaio (PT), leve a demanda ao governador Elmano de Freitas.
Lucílvio Girão (PSD) também fez críticas ao ISSEC e chamou atenção para a situação da Unimed, afirmando que o problema se estende também ao setor privado. “É um problema sério. Espero que a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) solucione esse problema junto com o governador”, alertou o governista