
Capitão Wagner acredita em união da oposição para tentar competir com o Governo em 2026. Foto: Reprodução/Instagram
A oposição no Ceará saiu fragilizada do processo eleitoral de 2024, apesar de vitórias pontuais, como no Município de Sobral, onde destronou o clã Ferreira Gomes. No entanto, o grupo precisa se reagrupar para pensar na disputa de 2026, quando cargos no Governo do Estado e no Senado, além de vagas na Câmara Federal e Assembleia estarão disponíveis para a eleição.
Tendo já disputado quatro eleições majoritárias, o presidente do União Brasil, o ex-deputado federal Capitão Wagner está disposto a entrar em mais uma batalha para o próximo pleito. No entanto, ele afirma que não há espaço para divisões no grupo oposicionista ao Governo Elmano de Freitas. Do contrário, acontecerá o mesmo que ocorreu em Fortaleza no ano passado, quando ele ficou no quarto lugar, atrás de Evadro (eleito), André Fernandes e Sarto.
De acordo com Wagner, ainda é cedo citar um nome para o pleito vindouro, mas quadros podem se destacar ao longo dos próximos meses, cabendo a bancada avaliar se quer um concorrente experiente ou um sangue novo para as eleições. Ele até se propõe a se colocar como nome, mas sabe da dificuldade que seria se apresentar novamente à população, uma vez que vem da quarta derrota em disputa ao Executivo, seja ele estadual ou municipal.
“É muito cedo para definir qual cargo a gente vai concorrer. Se tiver disposição, eu irei. Mas já disputei quatro eleições majoritárias. Ao mesmo tempo que demonstra experiência e conhecimento do Estado, com participação nos debates, tem o cansaço da imagem. Tem que ver o nome que agrega mais. O grupo unido tem condições, mas se tivermos duas candidaturas, não topo. Se dividir, acontece o mesmo que ocorreu na disputa em Fortaleza”, disparou.
Atualmente, ainda que incipiente, há uma aproximação entre o União Brasil de Capitão Wagner, o PL de André Fernandes, o NOVO de Eduardo Girão, o PSDB de Élcio Batista e Tasso Jereissati e membros oposicionistas do PDT, como Roberto Cláudio. As conversas serão intensificadas ao longo deste ano, para que o grupo tente chegar em 2026 fortalecido.
“Até lá, poderemos afunilar para termos um nome e unidade do grupo. Com são muitas vagas na chapa majoritária, não tem motivos para ter brigas internas”, disse ele, destacando que alguns nomes, apesar de líderes políticos,estão descartados da disputa majoritária, como os de Carmelo Neto e André Fernandes, que têm idades apenas para vagas no Legislativo, seja o federal ou o estadual.
Unidos
“O PL tem bons quadros, com adesão popular e experiência. O União Brasil tem vários nomes. Eu, que já disputei, o Moes Rodrigues, vários outros nomes de envergadura para a disputa. O NOVO tem o Eduardo Girão, que não vai para o Senado, mas pode ser um nome para compor a chapa. O próprio Roberto Cláudio é um bom nome”, pontuou.
Como atestado por Wagner, nomes a oposição tem de sobra, resta saber se estarão unidos e se esses nomes estarão fortalecidos junto ao eleitorado para disputar a vaga ao Executivo Estadual.